FLÁVIO BATISTA
Hoje, ao entrar na internet, vi a chamada de uma matéria que dizia "Polvo Paul prevê a vitória da Espanha". Na mesma hora pensei, fatura liquidada. A Fúria será campeã pela primeira vez de uma Copa do Mundo. Se o polvo, que acertou todos os resultados da Alemanha no Mundial, decretou, quem sou eu, um reles mortal, oitavo colocado no bolão de Esportes da Folha de Pernambuco, para discordar.
Mas eis que quando vou ler a matéria, percebo que existe outro animal vidente no mundo. Trata-se do periquito Mani, de Cingapura. Segundo seu dono, um senhor de 80 anos, ele acertou todos os resultados das quartas de final e, ainda, a vitória da Espanha sobre a Alemanha, na semifinal. Para o periquito, a Holanda será a campeã. E agora? O que eu faço? Coloco Espanha ou Holanda como vencedora, no bolão?
Até neste "duelo" entre os animais fica evidente o equilíbrio que deve prevalecer nesta final de Copa do Mundo, domingo, a partir das 15h30.
Destaques da Folha de Pernambuco
O Brasil se apresentou ontem, oficialmente, como sede da próxima Copa do Mundo, em 2014. A festa, que não teve muito tempero brasileiro, aconteceu em Johannesburgo, na África do Sul, e contou com a presença do presidente Lula.
Outro destaque do caderno Folha na Copa desta sexta-feira é uma matéria feita pelo editor de suplementos Thiago Soares em Cuba. Na terra do beisebol, as pessoas pararam para acompanhar o Mundial de futebol, principalmente os jogos que envolviam seleções das Américas (excetuando os Estados Unidos, por motivos óbvios).
Leia também sobre o clima para a grande final de domingo, que reunirá Holanda e Espanha.
Outro destaque do caderno Folha na Copa desta sexta-feira é uma matéria feita pelo editor de suplementos Thiago Soares em Cuba. Na terra do beisebol, as pessoas pararam para acompanhar o Mundial de futebol, principalmente os jogos que envolviam seleções das Américas (excetuando os Estados Unidos, por motivos óbvios).
Leia também sobre o clima para a grande final de domingo, que reunirá Holanda e Espanha.
Em Cuba, cinema é lugar de Copa
quinta-feira, 8 de julho de 2010
THIAGO SOARES
Da Revista da Folha
Enviado especial
SANTIAGO DE CUBA - Olhei a primeira vez e não acreditei. No Cine Cuba, no centro de Santiago de Cuba, uma das programações do “Verano Cinematográfico” não era nenhum filme. Mas assistir aos jogos da “Copa Mundial Futbol – Sudafrica 2010” ali mesmo, no escurinho do cinema. Nas duas semifinais e a final do Mundial, os cubanos poderão ver os jogos num telão ao preço de 2 Cuc (cerca de 2 Euros), a moeda convertida que os turistas usam no país. Pergunto à bilheteira do cinema quantas pessoas estão assistindo ao jogo Holanda X Uruguai e ela me responde que 82 cubanos pagaram para ver a partida. “Como muitos têm televisão velhas em casa, acabam vindo para cá assistir aos jogos”, explica. Quando digo que sou brasileiro, mais uma vez, o capítulo “novela” se abre. Sabe qual foi o maior público que o Cine Cuba já teve em toda sua história? “A exibição do último episódio de 'Mulheres Apaixonadas'. Tivemos lotação esgotada: 250 pessoas”, diz a bilheteira.
No hotel Meliá, o cinco estrelas de Santiago de Cuba, um grupo de turistas alemães está mobilizando o Daiquiri Bar, no lobby, para fazer uma espécie de camarote VIP para assistir às partidas. No jogo contra a Argentina, eles faziam a festa enquanto os cubanos franziam as testas – lamentando a saída do amado Dieguito Maradona.
Da Revista da Folha
Enviado especial
SANTIAGO DE CUBA - Olhei a primeira vez e não acreditei. No Cine Cuba, no centro de Santiago de Cuba, uma das programações do “Verano Cinematográfico” não era nenhum filme. Mas assistir aos jogos da “Copa Mundial Futbol – Sudafrica 2010” ali mesmo, no escurinho do cinema. Nas duas semifinais e a final do Mundial, os cubanos poderão ver os jogos num telão ao preço de 2 Cuc (cerca de 2 Euros), a moeda convertida que os turistas usam no país. Pergunto à bilheteira do cinema quantas pessoas estão assistindo ao jogo Holanda X Uruguai e ela me responde que 82 cubanos pagaram para ver a partida. “Como muitos têm televisão velhas em casa, acabam vindo para cá assistir aos jogos”, explica. Quando digo que sou brasileiro, mais uma vez, o capítulo “novela” se abre. Sabe qual foi o maior público que o Cine Cuba já teve em toda sua história? “A exibição do último episódio de 'Mulheres Apaixonadas'. Tivemos lotação esgotada: 250 pessoas”, diz a bilheteira.
No hotel Meliá, o cinco estrelas de Santiago de Cuba, um grupo de turistas alemães está mobilizando o Daiquiri Bar, no lobby, para fazer uma espécie de camarote VIP para assistir às partidas. No jogo contra a Argentina, eles faziam a festa enquanto os cubanos franziam as testas – lamentando a saída do amado Dieguito Maradona.
Praga argentina
IRCE FALCÃO
Nos últimos Mundiais, os argentinos mostraram que têm bom futebol, mas que não têm força para chegar às finais. Mostraram também que são vingativos e "amaldiçoam" as seleções responsáveis pela eliminação deles. O "feitiço argentino" começou em 1998, quando a Holanda foi eliminada pelo Brasil depois de mandar os reis do tango de volta para casa.
Em 2002, quem sofreu foi a Suécia, eliminada nas oitavas de final, logo depois de fazer parte de um dos maiores fracassos dos hermanos em Mundiais, quando eles não passaram nem da fase de grupos. O calvário da Alemanha começou em 2006, quando eliminou a Argentina nas quartas e foi derrotada pela Itália na semifinal. Ontem, a maldição se repetiu, e os alemãs ficaram, novamente, nas semis, depois de atropelar os pupilos de Maradona, vencendo por 4x0.
Reza a lenda que os argentinos não serão campeões do mundo enquanto não pagarem uma promessa feita à Virgem de Copacabana del Abra de Punta Corral, da província de Tilcara, em 1986, quando os hermanos, com direito a gol de mão, levantaram a taça. Os religiosos mais fervorosos acreditam que, enquanto a promessa não for paga, nada de título.
Beleza que os argentinos estejam amaldiçoados (essa parte confesso não achar ruim), mas a urucubaca está passando para os outros. Então, das duas uma. Ou Maradona e sua trupe pagam a tal promessa, ou é bom nós, brasileiros, começarmos a rezar para eles ficarem bem longe da gente na Copa de 2014. Ninguém merece maldição de argentino dentro de casa.
Nos últimos Mundiais, os argentinos mostraram que têm bom futebol, mas que não têm força para chegar às finais. Mostraram também que são vingativos e "amaldiçoam" as seleções responsáveis pela eliminação deles. O "feitiço argentino" começou em 1998, quando a Holanda foi eliminada pelo Brasil depois de mandar os reis do tango de volta para casa.
Em 2002, quem sofreu foi a Suécia, eliminada nas oitavas de final, logo depois de fazer parte de um dos maiores fracassos dos hermanos em Mundiais, quando eles não passaram nem da fase de grupos. O calvário da Alemanha começou em 2006, quando eliminou a Argentina nas quartas e foi derrotada pela Itália na semifinal. Ontem, a maldição se repetiu, e os alemãs ficaram, novamente, nas semis, depois de atropelar os pupilos de Maradona, vencendo por 4x0.
Reza a lenda que os argentinos não serão campeões do mundo enquanto não pagarem uma promessa feita à Virgem de Copacabana del Abra de Punta Corral, da província de Tilcara, em 1986, quando os hermanos, com direito a gol de mão, levantaram a taça. Os religiosos mais fervorosos acreditam que, enquanto a promessa não for paga, nada de título.
Beleza que os argentinos estejam amaldiçoados (essa parte confesso não achar ruim), mas a urucubaca está passando para os outros. Então, das duas uma. Ou Maradona e sua trupe pagam a tal promessa, ou é bom nós, brasileiros, começarmos a rezar para eles ficarem bem longe da gente na Copa de 2014. Ninguém merece maldição de argentino dentro de casa.
A verdadeira moda: ficar pelado
IRCE FALCÃO
Não sei para que as pessoas se preocuparam tanto em comprar roupinhas e acessórios para acompanhar a Copa do Mundo por dentro da moda se a real moda do momento é esta história de ficar pelado. Não importa se o time ganhou, perdeu ou empatou, o que interessa mesmo é tirar a roupa e aproveitar os comentados 15 minutinhos de fama. Que o diga a paraguaia Larissa Riquelme, que caiu nas graças do público masculino. Aqui na redação, o nome da "namoradinha da Copa" é quase unanimidade. Ê falta de assunto. Triste!
Em todos os países, no mínimo, uma pessoa prometeu tirar a roupa se o time fosse campeão (no Brasil esse número poderia ser multiplicado por mil). O técnico da Argentina, Maradona, engrossou o coro. Ainda bem que ele foi eliminado logo, pois seria a visão do inferno vê-lo pelado. É uma necessidade de aparecer incrível. Ontem, um espanhol resolveu entrar na onda do nudismo comemorativo e desfilou, peladão, pelas ruas de Madrid. A Fúria ainda nem levantou a taça, mas ele já mostrou toda a euforia.
Do jeito que as coisas vão, o nudismo vai ser uma coisa natural em 2014 (já estou até vendo a desculpa: "o Brasil tem um clima muito quente!"). As pessoas nem gostam de aparecer e com a quantidade de gente dando ibope então, fechou. O comércio que se prepare, pois a venda de camisas e acessórios deve diminuir bastante no próximo Mundial.
Não sei para que as pessoas se preocuparam tanto em comprar roupinhas e acessórios para acompanhar a Copa do Mundo por dentro da moda se a real moda do momento é esta história de ficar pelado. Não importa se o time ganhou, perdeu ou empatou, o que interessa mesmo é tirar a roupa e aproveitar os comentados 15 minutinhos de fama. Que o diga a paraguaia Larissa Riquelme, que caiu nas graças do público masculino. Aqui na redação, o nome da "namoradinha da Copa" é quase unanimidade. Ê falta de assunto. Triste!
Em todos os países, no mínimo, uma pessoa prometeu tirar a roupa se o time fosse campeão (no Brasil esse número poderia ser multiplicado por mil). O técnico da Argentina, Maradona, engrossou o coro. Ainda bem que ele foi eliminado logo, pois seria a visão do inferno vê-lo pelado. É uma necessidade de aparecer incrível. Ontem, um espanhol resolveu entrar na onda do nudismo comemorativo e desfilou, peladão, pelas ruas de Madrid. A Fúria ainda nem levantou a taça, mas ele já mostrou toda a euforia.
Do jeito que as coisas vão, o nudismo vai ser uma coisa natural em 2014 (já estou até vendo a desculpa: "o Brasil tem um clima muito quente!"). As pessoas nem gostam de aparecer e com a quantidade de gente dando ibope então, fechou. O comércio que se prepare, pois a venda de camisas e acessórios deve diminuir bastante no próximo Mundial.
Paul, o polvo profeta
IRCE FALCÃO
Quem, em sã consciência, fazendo um retrospecto do que rolou até agora na Copa do Mundo da África do Sul, apostaria que a Espanha iria vencer a favortíssima Alemanha no Mundial? Difícil. Mas ele, a sensação dos palpites, acertou novamente. Muito mais atrativo do que aqueles que se julgam os "reis das previsões", o polvo profeta, Paul, virou a sensação da Copa, acertando todos os resultados da seleção alemã.
A revelação de quem será o vencedor acontece de forma inusitada, sem ter nada a ver com os tradicionais jogos de búzios, tarô e outras crenças. No aquário alemão de Oberhausen, onde o polvo vive, são colocados dois baús com a mesma quantidade de comida, cada um com a bandeira de uma seleção. O animal é colocado no centro do recipiente e, só então, escolhe o lado do vencedor da partida.
O palpite é tão seguro, mas tão seguro, que Paul acertou até a derrota alemã para a Sérvia, na segunda partida da fase de grupos. Só ele acertou, tenho certeza! As vitórias sobre Austrália, Gana, Inglaterra e Argentina também foram adiantadas pelo profeta aquático.
Agora, imaginem esse polvo num bolão? Covardia total. Já estou pensando em adotar Paul na próxima Copa para ver se tenho um desempenho melhor nas apostas aqui da editoria de Esportes.
Quem, em sã consciência, fazendo um retrospecto do que rolou até agora na Copa do Mundo da África do Sul, apostaria que a Espanha iria vencer a favortíssima Alemanha no Mundial? Difícil. Mas ele, a sensação dos palpites, acertou novamente. Muito mais atrativo do que aqueles que se julgam os "reis das previsões", o polvo profeta, Paul, virou a sensação da Copa, acertando todos os resultados da seleção alemã.
A revelação de quem será o vencedor acontece de forma inusitada, sem ter nada a ver com os tradicionais jogos de búzios, tarô e outras crenças. No aquário alemão de Oberhausen, onde o polvo vive, são colocados dois baús com a mesma quantidade de comida, cada um com a bandeira de uma seleção. O animal é colocado no centro do recipiente e, só então, escolhe o lado do vencedor da partida.
O palpite é tão seguro, mas tão seguro, que Paul acertou até a derrota alemã para a Sérvia, na segunda partida da fase de grupos. Só ele acertou, tenho certeza! As vitórias sobre Austrália, Gana, Inglaterra e Argentina também foram adiantadas pelo profeta aquático.
Agora, imaginem esse polvo num bolão? Covardia total. Já estou pensando em adotar Paul na próxima Copa para ver se tenho um desempenho melhor nas apostas aqui da editoria de Esportes.
Destaques da Folha de Pernambuco
Holanda e Espanha farão a final da Copa do Mundo da África do Sul, no próximo domingo. O destaque do caderno Folha na Copa desta quinta-feira é a vitória da Fúria sobre a Alemanha por 1x0. O único gol da partida foi assinalado por Puyol. Pela primeira vez, os espanhóis vão disputar a decisão de um Mundial. Do outro lado, a Holanda já foi vice-campeã duas vezes (1974 e 1978). O certo mesmo é que o seleto grupo de campeões mundiais passará de sete para oito integrantes.
As equipes da Folha de Pernambuco acompanharam a partida de ontem em três lugares diferentes. Estivemos juntos com os espanhóis, os alemães e assistimos à primeira transmissão em 3D para o Nordeste. Uma experiência bastante interessante, que está narrada no caderno Folha na Copa. Não deixe ler.
As equipes da Folha de Pernambuco acompanharam a partida de ontem em três lugares diferentes. Estivemos juntos com os espanhóis, os alemães e assistimos à primeira transmissão em 3D para o Nordeste. Uma experiência bastante interessante, que está narrada no caderno Folha na Copa. Não deixe ler.
Uma experiência em 3D
quarta-feira, 7 de julho de 2010
FELIPE AMORIM
Pela primeira vez em todo o Nordeste, uma emissora de televisão realizou, em caráter experimental, uma transmissão em 3D. O evento, promovido pela Rede Globo Nordeste, aconteceu nesta tarde, na Cachaçaria Carvalheira, apenas para convidados, durante a realização da partida entre Alemanha x Espanha, válida pela semifinal da Copa do Mundo da África do Sul. E quem vós escreve, com a sorte que Papai do Céu me deu, acabou ganhando um dos dois convites destinados à editoria de Esportes da Folha de Pernambuco num concorrido sorteio. Agora, depois desta introdução, compartilharei com vocês a minha experiência.
Confesso que tinha criado uma grande expectativa em torno da transmissão de uma partida de futebol em 3D. Não foi como eu esperava, até porque a televisão era de "apenas" 145 polegadas - bem menor que as telas do cinema -, mas foi bastante legal. Para mim, que estou acostumado com minha humilde 29 polegadas cheia de "chuvisco", ver uma partida de Copa do Mundo em 3D foi um sonho.
Assim que coloquei os óculos e olhei para a televisão, vi Brasão, atacante do Santa Cruz, em minha frente e indaguei: "Brasão está na transmissão 3D?". Mas logo conclui que era apenas mais um evento que o arroz de festa tricolor comparecia. Brincadeirinha, pessoal, mas não poderia deixar de tirar um sarro com o jogador de futebol mais festeiro de Pernambuco.
Voltando à partida, fiquei bastante impressionado com a qualidade das imagens. Em certos momentos, parecia até que estávamos dentro do campo. Por exemplo, quando o espanhol Iniesta, aos 26 minutos do primeiro tempo, se posicionava para bater escanteio, deu a impressão que eu poderia marcá-lo, tamanha é a realidade. Nas cobranças de laterais é a mesma coisa. Realmente somos teletransportados para dentro de campo. Em certos momentos me empolguei tanto que até tive vontade de dar uns pitacos para o catoteiro Joachim Löw, que demorou a mudar postura de sua equipe.
E o áudio 5.1 digital só fez nos dar uma maior sensibilidade em cada lance da partida. Pareceu mesmo que estávamos no Estádio Moses Mabhida, em Durban. Tanto que comprovei: as vuvuzelas são realmente irritantes. Na hora do gol, que tanto esperei, ver o zagueiro Puyol comemorando foi impressionante. Era como se estivesse ao seu lado, vibrando o feito. Bom, no final ficou um gostinho de quero mais, mas pelo menos pude me contentar em "ter ido" à África do Sul, mesmo que por apenas 90 minutos.
PS: Leia mais sobre esta transmissão pioneira, amanhã, no caderno de Esportes da Folha de Pernambuco. O repórter Geison Macedo, da editoria de Informática, contará a experiência que foi acompanhar o jogo entre Alemanha e Espanha na tecnologia 3D.
Pela primeira vez em todo o Nordeste, uma emissora de televisão realizou, em caráter experimental, uma transmissão em 3D. O evento, promovido pela Rede Globo Nordeste, aconteceu nesta tarde, na Cachaçaria Carvalheira, apenas para convidados, durante a realização da partida entre Alemanha x Espanha, válida pela semifinal da Copa do Mundo da África do Sul. E quem vós escreve, com a sorte que Papai do Céu me deu, acabou ganhando um dos dois convites destinados à editoria de Esportes da Folha de Pernambuco num concorrido sorteio. Agora, depois desta introdução, compartilharei com vocês a minha experiência.
Confesso que tinha criado uma grande expectativa em torno da transmissão de uma partida de futebol em 3D. Não foi como eu esperava, até porque a televisão era de "apenas" 145 polegadas - bem menor que as telas do cinema -, mas foi bastante legal. Para mim, que estou acostumado com minha humilde 29 polegadas cheia de "chuvisco", ver uma partida de Copa do Mundo em 3D foi um sonho.
Assim que coloquei os óculos e olhei para a televisão, vi Brasão, atacante do Santa Cruz, em minha frente e indaguei: "Brasão está na transmissão 3D?". Mas logo conclui que era apenas mais um evento que o arroz de festa tricolor comparecia. Brincadeirinha, pessoal, mas não poderia deixar de tirar um sarro com o jogador de futebol mais festeiro de Pernambuco.
Voltando à partida, fiquei bastante impressionado com a qualidade das imagens. Em certos momentos, parecia até que estávamos dentro do campo. Por exemplo, quando o espanhol Iniesta, aos 26 minutos do primeiro tempo, se posicionava para bater escanteio, deu a impressão que eu poderia marcá-lo, tamanha é a realidade. Nas cobranças de laterais é a mesma coisa. Realmente somos teletransportados para dentro de campo. Em certos momentos me empolguei tanto que até tive vontade de dar uns pitacos para o catoteiro Joachim Löw, que demorou a mudar postura de sua equipe.
E o áudio 5.1 digital só fez nos dar uma maior sensibilidade em cada lance da partida. Pareceu mesmo que estávamos no Estádio Moses Mabhida, em Durban. Tanto que comprovei: as vuvuzelas são realmente irritantes. Na hora do gol, que tanto esperei, ver o zagueiro Puyol comemorando foi impressionante. Era como se estivesse ao seu lado, vibrando o feito. Bom, no final ficou um gostinho de quero mais, mas pelo menos pude me contentar em "ter ido" à África do Sul, mesmo que por apenas 90 minutos.
PS: Leia mais sobre esta transmissão pioneira, amanhã, no caderno de Esportes da Folha de Pernambuco. O repórter Geison Macedo, da editoria de Informática, contará a experiência que foi acompanhar o jogo entre Alemanha e Espanha na tecnologia 3D.
Jabulani rendida. Espanha finalista
GUSTAVO PAES
Venha cá, Jabulani. Não se debata, não adianta mais. Fique mansa nos pés dos seus verdadeiros donos, que te tratam com respeito, carinho, mas com o rigor que você - arisca - estava precisando. Xavi e Iniesta, como jogam esses meio-campistas dos anos 70, que pegaram carona no DeLoren do Dr. Brown, para dar um gostinho do futebol clássico aos mais jovens. Espanha 1x0 Alemanha. A Fúria agora é finalista de Copa do Mundo, pela primeira vez na sua história.
O grande bicho-papão do Mundial foi totalmente dominado na tarde de hoje. A Espanha, que vinha atuando de forma econômica, mostrou o que sabe. Jogou ao seu estilo, só não foi perfeita porque pecou muito nos contra-ataques. Era para ter vencido por mais. Xavi e Iniesta mostraram que o sucesso do Barcelona nos últimos anos está longe de ser apenas pela presença dos craques Ronaldinho e, posteriormente, Messi.
Mas apesar de todo talento despejado, do controle absurdo da bola, quem marcou o gol foi o "patinho feio da história". Além da cara horripilante, o zagueiro Puyol é tido como um zagueiro grosso. Eu prefiro considerá-lo um defensor prático, de muita raça, que forma uma grande dupla de zaga com o assustadoramente técnico Piqué. Puyol, o símbolo, marcou em uma cabeçada fulminante, após cruzamento de Xavi, o gol mais importante da história da Espanha. Aos 27 minutos da etapa derradeira.
Novamente, o sucesso da Espanha está longe de ser casual. Venceram a Eurocopa 2008 em uma final contra a própria Alemanha. Sobraram nas eliminatórias. Foram desclassificados pelos Estados Unidos em uma inútil Copa das Confederações, derrota que parte dos brasileiros utilizaram para a acusarem novamente de pipoqueira. Amarelo, crianças, só em alguns traços da bela camisa vermelho vivo. Chegou na final da Copa do Mundo. Já é vitoriosa. Com sete dos seus titulares sendo jogadores do Barcelona, o melhor time do mundo. O futebol agradece.
"O toque de bola é sua escola Espanha, sua maior tradição". É, eles nos roubaram...
Venha cá, Jabulani. Não se debata, não adianta mais. Fique mansa nos pés dos seus verdadeiros donos, que te tratam com respeito, carinho, mas com o rigor que você - arisca - estava precisando. Xavi e Iniesta, como jogam esses meio-campistas dos anos 70, que pegaram carona no DeLoren do Dr. Brown, para dar um gostinho do futebol clássico aos mais jovens. Espanha 1x0 Alemanha. A Fúria agora é finalista de Copa do Mundo, pela primeira vez na sua história.
O grande bicho-papão do Mundial foi totalmente dominado na tarde de hoje. A Espanha, que vinha atuando de forma econômica, mostrou o que sabe. Jogou ao seu estilo, só não foi perfeita porque pecou muito nos contra-ataques. Era para ter vencido por mais. Xavi e Iniesta mostraram que o sucesso do Barcelona nos últimos anos está longe de ser apenas pela presença dos craques Ronaldinho e, posteriormente, Messi.
Mas apesar de todo talento despejado, do controle absurdo da bola, quem marcou o gol foi o "patinho feio da história". Além da cara horripilante, o zagueiro Puyol é tido como um zagueiro grosso. Eu prefiro considerá-lo um defensor prático, de muita raça, que forma uma grande dupla de zaga com o assustadoramente técnico Piqué. Puyol, o símbolo, marcou em uma cabeçada fulminante, após cruzamento de Xavi, o gol mais importante da história da Espanha. Aos 27 minutos da etapa derradeira.
Novamente, o sucesso da Espanha está longe de ser casual. Venceram a Eurocopa 2008 em uma final contra a própria Alemanha. Sobraram nas eliminatórias. Foram desclassificados pelos Estados Unidos em uma inútil Copa das Confederações, derrota que parte dos brasileiros utilizaram para a acusarem novamente de pipoqueira. Amarelo, crianças, só em alguns traços da bela camisa vermelho vivo. Chegou na final da Copa do Mundo. Já é vitoriosa. Com sete dos seus titulares sendo jogadores do Barcelona, o melhor time do mundo. O futebol agradece.
"O toque de bola é sua escola Espanha, sua maior tradição". É, eles nos roubaram...
De olho no segundo finalista
LÉO LISBÔA
Classificada após o susto no final do duelo contra o Uruguai na primeira semifinal da Copa do Mundo, a Holanda conta as horas para saber quem será o seu adversário na decisão do Mundial. Hoje, enquanto Alemanha e Espanha estiverem jogando em Durban, a partir das 15h30 (do Recife), os atletas holandeses estarão na frente da televisão, de pés para cima, já analisando quem enfrentará no domingo.
É difícil apontar um favorito no confronto Alemanha x Espanha. As duas seleções possuem campanhas bem parecidas e até já foram derrotadas nesta Copa. De um lado, os alemães, desacreditados no início do Mundial, surpreenderam ao golear alguns adversários. A tão temida Argentina não deu nem um susto sequer. Do outro, os espanhóis, que desembarcaram na África do Sul como favoritos, não tiveram atuações tão brilhantes, mas não podem ser descartados pelo seu talento.
As duas equipes possuem atletas com poder de decisão. Swesteiger, Ozil, Podolski e Klose (que está a um gol de igualar o brasileiro Ronaldo como maior artilheiro na história da Copas) já provaram que não podem ter espaço. A baixa ficou por conta da ausência de Muller, suspenso. Xavi, Iniesta, Villa também mostraram nos cinco jogos deste Mundial que não estão para brincadeira. Fernando Torres, em baixa na competição, pode ressurgir hoje.
Acredito que em Durban, os alemães "vingam" a final da Eurocopa de 2008, quando foram derrotados por 1x0 pelos espanhóis. A junção da eficiência alemã com a técnica dos jovens talentos que estão nessa nova geração deve passar por cima dos comandandos do técnico Vicente Del Bosque.
Classificada após o susto no final do duelo contra o Uruguai na primeira semifinal da Copa do Mundo, a Holanda conta as horas para saber quem será o seu adversário na decisão do Mundial. Hoje, enquanto Alemanha e Espanha estiverem jogando em Durban, a partir das 15h30 (do Recife), os atletas holandeses estarão na frente da televisão, de pés para cima, já analisando quem enfrentará no domingo.
É difícil apontar um favorito no confronto Alemanha x Espanha. As duas seleções possuem campanhas bem parecidas e até já foram derrotadas nesta Copa. De um lado, os alemães, desacreditados no início do Mundial, surpreenderam ao golear alguns adversários. A tão temida Argentina não deu nem um susto sequer. Do outro, os espanhóis, que desembarcaram na África do Sul como favoritos, não tiveram atuações tão brilhantes, mas não podem ser descartados pelo seu talento.
As duas equipes possuem atletas com poder de decisão. Swesteiger, Ozil, Podolski e Klose (que está a um gol de igualar o brasileiro Ronaldo como maior artilheiro na história da Copas) já provaram que não podem ter espaço. A baixa ficou por conta da ausência de Muller, suspenso. Xavi, Iniesta, Villa também mostraram nos cinco jogos deste Mundial que não estão para brincadeira. Fernando Torres, em baixa na competição, pode ressurgir hoje.
Acredito que em Durban, os alemães "vingam" a final da Eurocopa de 2008, quando foram derrotados por 1x0 pelos espanhóis. A junção da eficiência alemã com a técnica dos jovens talentos que estão nessa nova geração deve passar por cima dos comandandos do técnico Vicente Del Bosque.
Excesso de confiança alemã que pode custar caro
FLÁVIO BATISTA
A Alemanha está apresentando o melhor futebol desta Copa do Mundo. Disso não há dúvidas. Mas uma coisa me chamou atenção. Ontem, véspera do confronto decisivo desta tarde contra a Espanha, a seleção germânica não treinou cobranças de pênalti. Ao meu ver, mostra um excesso de confiança que pode custar caro.
A Alemanha vem de duas goleadas sobre Inglaterra e Argentina, 4x1 e 4x0, respectivamente, e entra com um leve favoritismo para a partida contra a Fúria. No entanto, é um clássico, e a vaga na decisão da Copa pode, perfeitamente, ser definida nos pênaltis. E aí? A Alemanha não está contando com essa possibilidade? Tudo bem que os germânicos nunca perderam uma decisão por pênaltis em Mundiais, mas...
A Alemanha está apresentando o melhor futebol desta Copa do Mundo. Disso não há dúvidas. Mas uma coisa me chamou atenção. Ontem, véspera do confronto decisivo desta tarde contra a Espanha, a seleção germânica não treinou cobranças de pênalti. Ao meu ver, mostra um excesso de confiança que pode custar caro.
A Alemanha vem de duas goleadas sobre Inglaterra e Argentina, 4x1 e 4x0, respectivamente, e entra com um leve favoritismo para a partida contra a Fúria. No entanto, é um clássico, e a vaga na decisão da Copa pode, perfeitamente, ser definida nos pênaltis. E aí? A Alemanha não está contando com essa possibilidade? Tudo bem que os germânicos nunca perderam uma decisão por pênaltis em Mundiais, mas...
Destaques da Folha de Pernambuco
A Holanda é a primeira finalista da Copa do Mundo de 2010. Ontem, a seleção laranja venceu o Uruguai por 3x2 e retorna a uma decisão de Mundial após 32 anos. Hoje, Alemanha e Espanha decidirão o outro finalista do torneio.
Ainda nos bastidores para a escolha do novo técnico da Seleção Brasileira, o nome de Mano Menezes, atualmente no Corinthians, ganhou bastante força ontem e deve ser o escolhido. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, prometeu que, até o fim deste mês, o novo técnico da Canarinho será anunciado.
Ainda nos bastidores para a escolha do novo técnico da Seleção Brasileira, o nome de Mano Menezes, atualmente no Corinthians, ganhou bastante força ontem e deve ser o escolhido. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, prometeu que, até o fim deste mês, o novo técnico da Canarinho será anunciado.
Holanda é a primeira finalista
terça-feira, 6 de julho de 2010
TERNI CASTRO
Um jogo de tirar o fôlego e digno de Copa do Mundo. O guerreiro Uruguai lutou bastante, mas foi derrotado pelo esquadrão laranja da Holanda por 3x2. Com o resultado, a Laranja Mecânica chega a sua terceira final de Mundial e vai lutar agora para conquistar o primeiro título para o país. Aos uruguaios, resta sair de cabeça erguida - pois jogaram como nunca - e brigar pelo terceiro lugar.
A primeira etapa foi digna de uma verdadeira semifinal. A Holanda, assustada, via o
Uruguai marcar forte e não conseguia sair para o jogo. Mas o escrete laranja contou com o foguete de Van Bronckhorst para abrir o marcador (graças a nossa querida Jabulani). Apesar de estar em desvantagem, os uruguaios não se abateram e deram o troco na mesma moeda: Forlán soltou a esquerda e a Jabulani morreu nos fundos do gol holandês. O fim do primeiro ato, então, não poderia ser mais justo: 1x1.
No segundo tempo, o Uruguai voltou com a mesma postura de marcação forte e teve boas chances de virar o placar. Entretanto, a Holanda tinha duas armas letais: Snejder e Robben, que fizeram mais dois gols (o do meia com a ajudinha de Van Persie, impedido - valeu, senhor juiz) e aumentaram a vantagem holandesa. Os uruguaios, apesar do golpe, não desistiram e diminuíram com Maxi Pereira aos 47. Pronto, foi o que faltava para dar ares dramáticos à partida. A Celeste foi toda para o ataque tentando o gol de empate. Infelizmente, não conseguiu e ao apito final, a festa foi laranja.
Os uruguaios reclamaram bastante ao término da partida com o juiz uzbeco Ravshan Irmatov devido ao gol holandês impedido. E com razão. É completamente inadmissível que, mais uma vez, um erro de arbitragem interfira em um resultado da Copa. Mas, reclamações à parte, gostaria de ressaltar aqui a valentia do selecionado uruguaio. Deu gosto de ver os Celestes se doando o tempo inteiro em campo e tentando o empate até o último segundo. Pena que uma Laranja Mecânica atravessou o caminho platino.
Um jogo de tirar o fôlego e digno de Copa do Mundo. O guerreiro Uruguai lutou bastante, mas foi derrotado pelo esquadrão laranja da Holanda por 3x2. Com o resultado, a Laranja Mecânica chega a sua terceira final de Mundial e vai lutar agora para conquistar o primeiro título para o país. Aos uruguaios, resta sair de cabeça erguida - pois jogaram como nunca - e brigar pelo terceiro lugar.
A primeira etapa foi digna de uma verdadeira semifinal. A Holanda, assustada, via o
Uruguai marcar forte e não conseguia sair para o jogo. Mas o escrete laranja contou com o foguete de Van Bronckhorst para abrir o marcador (graças a nossa querida Jabulani). Apesar de estar em desvantagem, os uruguaios não se abateram e deram o troco na mesma moeda: Forlán soltou a esquerda e a Jabulani morreu nos fundos do gol holandês. O fim do primeiro ato, então, não poderia ser mais justo: 1x1.
No segundo tempo, o Uruguai voltou com a mesma postura de marcação forte e teve boas chances de virar o placar. Entretanto, a Holanda tinha duas armas letais: Snejder e Robben, que fizeram mais dois gols (o do meia com a ajudinha de Van Persie, impedido - valeu, senhor juiz) e aumentaram a vantagem holandesa. Os uruguaios, apesar do golpe, não desistiram e diminuíram com Maxi Pereira aos 47. Pronto, foi o que faltava para dar ares dramáticos à partida. A Celeste foi toda para o ataque tentando o gol de empate. Infelizmente, não conseguiu e ao apito final, a festa foi laranja.
Os uruguaios reclamaram bastante ao término da partida com o juiz uzbeco Ravshan Irmatov devido ao gol holandês impedido. E com razão. É completamente inadmissível que, mais uma vez, um erro de arbitragem interfira em um resultado da Copa. Mas, reclamações à parte, gostaria de ressaltar aqui a valentia do selecionado uruguaio. Deu gosto de ver os Celestes se doando o tempo inteiro em campo e tentando o empate até o último segundo. Pena que uma Laranja Mecânica atravessou o caminho platino.
Um jogo de difícil palpite
TERNI CASTRO
De um lado, a "arrogância" positiva, do outro a tranquilidade e humildade. Holanda e Uruguai se enfrentam logo mais, às 15h30, para decidirem com quem ficará a primeira vaga na final da Copa da África do Sul. Ambos selecionados chegaram à semifinal a todo vapor e a promessa é de um embate tenso, mas com muitas emoções.
Os Laranjas estão ansiosos para chegar à grande decisão, e esperam mostrar que mesmo jogando um futebol não tão brilhante, buscando apenas os resultados, podem sim levar o caneco para Amsterdã. Já os uruguaios esperam por esse momento há mais de 40 anos e, com certeza, vão dar o sangue em campo para ir em busca do tricampeonato e resgatar as forças - podem ficar tranquilos, já conseguiram isso - do futebol Celeste. As apostas dos holandeses estão nos pés de Robben e Sneijder para embalar a equipe. Já os uruguaios, apesar de não contarem com o capitão Lugano, lesionado, têm principalmente em Forlán a arma para bombardear o goleiro holandês.
De um lado, a "arrogância" positiva, do outro a tranquilidade e humildade. Holanda e Uruguai se enfrentam logo mais, às 15h30, para decidirem com quem ficará a primeira vaga na final da Copa da África do Sul. Ambos selecionados chegaram à semifinal a todo vapor e a promessa é de um embate tenso, mas com muitas emoções.
Os Laranjas estão ansiosos para chegar à grande decisão, e esperam mostrar que mesmo jogando um futebol não tão brilhante, buscando apenas os resultados, podem sim levar o caneco para Amsterdã. Já os uruguaios esperam por esse momento há mais de 40 anos e, com certeza, vão dar o sangue em campo para ir em busca do tricampeonato e resgatar as forças - podem ficar tranquilos, já conseguiram isso - do futebol Celeste. As apostas dos holandeses estão nos pés de Robben e Sneijder para embalar a equipe. Já os uruguaios, apesar de não contarem com o capitão Lugano, lesionado, têm principalmente em Forlán a arma para bombardear o goleiro holandês.
Num jogo como esse, quem ganha é o torcedor. Fica difícil até para palpitar e por isso dessa vez me isento de qualquer aposta. Só não se pode negar que os holandeses têm um ligeiro favoritismo. Mas favoritismo não ganha jogo. Assim espero.
Minha torcida é por Felipão
FLÁVIO BATISTA
A Seleção Brasileira está fora da Copa, todos já sabem. Mas a eliminação nas quartas de final ainda repercute. E neste momento onde se procura encontrar os "culpados" e as falhas, a escolha do substituto de Dunga é um dos assuntos mais debatidos nas rodas de futebol.
Cinco nomes aparecem como cotados: Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho, Mano Menezes, Leonardo e Ricardo Gomes. Eu nem pestanejo ao dizer qual é o meu predileto. Luiz Felipe Scolari, o Felipão, tem todos os requisitos importantes para comandar a Seleção em 2014. O principal deles, na minha opinião, é experiência. Coisa que não consigo enxergar em Leonardo, por exemplo.
O ex-lateral esquerdo da Seleção contabiliza apenas uma passagem pelo Milan. Se anunciado como treinador da Canarinho seria uma espécie de Dunga mais comedido e poliglota. E o mais comedido ainda coloco entre aspas porque em 1994, ele foi expulso nas oitavas de final contra os Estados Unidos num lance tão estúpido quanto o de Felipe Melo contra a Holanda.
Treinar a Seleção Brasileira nunca é fácil. E em 2014 será muito pior. A pressão pelo título vai ser algo de outro mundo. Os fantasmas de 1950 reaparecerão por todos os lados. Um Muricy Ramalho, tão truculento feito Dunga, iria "levar numa boa" tamanho buchicho em torno do seu trabalho? Leonardo, Ricardo Gomes e Mano Menezes teriam sangue frio e "rodagem" para encarar esse desafio?
Em todas as indagações que faço, a resposta para ser o novo (nem tão novo assim) técnico da Seleção é só uma: Luiz Felipe Scolari. O anúncio deve ser feito até o fim deste mês. Até lá, vou ficar na torcida.
A Seleção Brasileira está fora da Copa, todos já sabem. Mas a eliminação nas quartas de final ainda repercute. E neste momento onde se procura encontrar os "culpados" e as falhas, a escolha do substituto de Dunga é um dos assuntos mais debatidos nas rodas de futebol.
Cinco nomes aparecem como cotados: Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho, Mano Menezes, Leonardo e Ricardo Gomes. Eu nem pestanejo ao dizer qual é o meu predileto. Luiz Felipe Scolari, o Felipão, tem todos os requisitos importantes para comandar a Seleção em 2014. O principal deles, na minha opinião, é experiência. Coisa que não consigo enxergar em Leonardo, por exemplo.
O ex-lateral esquerdo da Seleção contabiliza apenas uma passagem pelo Milan. Se anunciado como treinador da Canarinho seria uma espécie de Dunga mais comedido e poliglota. E o mais comedido ainda coloco entre aspas porque em 1994, ele foi expulso nas oitavas de final contra os Estados Unidos num lance tão estúpido quanto o de Felipe Melo contra a Holanda.
Treinar a Seleção Brasileira nunca é fácil. E em 2014 será muito pior. A pressão pelo título vai ser algo de outro mundo. Os fantasmas de 1950 reaparecerão por todos os lados. Um Muricy Ramalho, tão truculento feito Dunga, iria "levar numa boa" tamanho buchicho em torno do seu trabalho? Leonardo, Ricardo Gomes e Mano Menezes teriam sangue frio e "rodagem" para encarar esse desafio?
Em todas as indagações que faço, a resposta para ser o novo (nem tão novo assim) técnico da Seleção é só uma: Luiz Felipe Scolari. O anúncio deve ser feito até o fim deste mês. Até lá, vou ficar na torcida.
Destaques da Folha de Pernambuco
Uruguai ou Holanda. Quem será o primeiro finalista da Copa do Mundo de 2010? A partida acontecerá hoje, a partir das 15h30, e é o principal destaque do caderno Folha na Copa. Os holandeses estão embalados pela vitória sobre a Seleção Brasileira, na última sexta-feira. Mas do outro lado, encontrará um Uruguai confiante pela surpreendente campanha que vem fazendo na África do Sul.
A outra semifinal acontecerá amanhã e reunirá a Alemanha, considerada a melhor equipe do torneio, e a Espanha. Os alemães não escondem o desejo de vingança para esse confronto, já que foram derrotados pelos espanhóis na decisão da última Eurocopa, em 2008.
No noticiário da Seleção Brasileira, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, fez críticas ao ex-técnico da Canarinho, Dunga, que, por sua vez, divulgou uma carta, agradecendo a oportunidade dada a ele. Já Felipe Melo, expulso após agredir Robben na partida contra a Holanda, disse não entender os xingamentos por parte do torcedores direcionados a ele.
Leia essas notícias e muitas outras no caderno Folha na Copa desta terça-feira.
A outra semifinal acontecerá amanhã e reunirá a Alemanha, considerada a melhor equipe do torneio, e a Espanha. Os alemães não escondem o desejo de vingança para esse confronto, já que foram derrotados pelos espanhóis na decisão da última Eurocopa, em 2008.
No noticiário da Seleção Brasileira, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, fez críticas ao ex-técnico da Canarinho, Dunga, que, por sua vez, divulgou uma carta, agradecendo a oportunidade dada a ele. Já Felipe Melo, expulso após agredir Robben na partida contra a Holanda, disse não entender os xingamentos por parte do torcedores direcionados a ele.
Leia essas notícias e muitas outras no caderno Folha na Copa desta terça-feira.
A maldição não perdoa
segunda-feira, 5 de julho de 2010
PAULO FAZIO
Este ano foi a vez de Lionel Messi. Em outros, Ronaldinho Gaúcho, Luís Figo, Roberto Baggio e até mesmo Ronaldo. Todos esses jogadores têm em comum em seus currículos o título de Melhor Jogador do Mundo, eleito pela Fifa. Ao mesmo tempo em que compartilharam com a glória máxima individual no esporte, esses craques também foram vítimas de uma mesma maldição: o fracasso na Copa do Mundo que sucede essa eleição. Explico: sobrenaturalmente, desde que o prêmio foi criado, em 1991, todos os que receberam o troféu um ano antes do Mundial foram decepcionantes de alguma maneira no torneio.
Tudo começou com Roberto Baggio. O italiano foi eleito o melhor jogador em atividade no ano de 1993, um antes da Copa dos Estados Unidos. No torneio, Baggio não foi mal dentro de campo. Até foi um dos principais jogadores da Azurra no percurso antes de chegar à final. Lá, selou o início da maldição. Foi o responsável por desperdiçar a cobrança de pênalti que deu o tetracampeonato ao Brasil.
Outro que passou por uma situação parecida foi o atacante Ronaldo. Em 1997, tinha sido eleito o melhor do mundo pela segunda vez consecutiva. Na França, em 1998, era o maior ídolo e figura principal do Brasil. Fez um bom Mundial, marcou cinco gols, mas, justamente na final, foi atingido sem pena pela maldição. Convulsão, mistério e derrota para os donos da casa na grande decisão.
Na África do Sul, foi a vez de Messi. Depois de duas temporadas incríveis no Barcelona, muito se esperou do argentino na Copa. Mas, a não ser pelos primeiros jogos, pouco se viu. Nem mesmo um golzinho para contar história. Nada.
E ele voltou para casa assim como Ronaldinho Gaúcho, em 2006: uma decepção. Na época, 'Roni' fazia chover e fazer sol quando queria dentro de campo. Mas, na Alemanha, foi só mais um no pacote dos descompromissados do grupo de Parreira. A magia que emanava dos seus pés e que todos esperavam havia se acabado.
O mesmo roteiro, e com o mesmo final, se sucedeu com o português Luís Figo, em 2002. Uma maldição inexplicável, que atinge justamente aos que mais se espera lapsos de genialidade em uma Copa do Mundo. Se vivo fosse, Nelson Rodrigues não teria dúvidas: é tudo culpa de "Sobrenatural de Almeida", seu personagem fictício e responsável pelo improvável no futebol. Só pode ser.
Este ano foi a vez de Lionel Messi. Em outros, Ronaldinho Gaúcho, Luís Figo, Roberto Baggio e até mesmo Ronaldo. Todos esses jogadores têm em comum em seus currículos o título de Melhor Jogador do Mundo, eleito pela Fifa. Ao mesmo tempo em que compartilharam com a glória máxima individual no esporte, esses craques também foram vítimas de uma mesma maldição: o fracasso na Copa do Mundo que sucede essa eleição. Explico: sobrenaturalmente, desde que o prêmio foi criado, em 1991, todos os que receberam o troféu um ano antes do Mundial foram decepcionantes de alguma maneira no torneio.
Tudo começou com Roberto Baggio. O italiano foi eleito o melhor jogador em atividade no ano de 1993, um antes da Copa dos Estados Unidos. No torneio, Baggio não foi mal dentro de campo. Até foi um dos principais jogadores da Azurra no percurso antes de chegar à final. Lá, selou o início da maldição. Foi o responsável por desperdiçar a cobrança de pênalti que deu o tetracampeonato ao Brasil.
Outro que passou por uma situação parecida foi o atacante Ronaldo. Em 1997, tinha sido eleito o melhor do mundo pela segunda vez consecutiva. Na França, em 1998, era o maior ídolo e figura principal do Brasil. Fez um bom Mundial, marcou cinco gols, mas, justamente na final, foi atingido sem pena pela maldição. Convulsão, mistério e derrota para os donos da casa na grande decisão.
Na África do Sul, foi a vez de Messi. Depois de duas temporadas incríveis no Barcelona, muito se esperou do argentino na Copa. Mas, a não ser pelos primeiros jogos, pouco se viu. Nem mesmo um golzinho para contar história. Nada.
E ele voltou para casa assim como Ronaldinho Gaúcho, em 2006: uma decepção. Na época, 'Roni' fazia chover e fazer sol quando queria dentro de campo. Mas, na Alemanha, foi só mais um no pacote dos descompromissados do grupo de Parreira. A magia que emanava dos seus pés e que todos esperavam havia se acabado.
O mesmo roteiro, e com o mesmo final, se sucedeu com o português Luís Figo, em 2002. Uma maldição inexplicável, que atinge justamente aos que mais se espera lapsos de genialidade em uma Copa do Mundo. Se vivo fosse, Nelson Rodrigues não teria dúvidas: é tudo culpa de "Sobrenatural de Almeida", seu personagem fictício e responsável pelo improvável no futebol. Só pode ser.
Todos de olho em Klose
FELIPE AMORIM
Que futebol é momento ninguém discute. Mas aqui no Brasil, temos a infeliz cultura de não valorizar o que foi feito no passado. Não importa se o jogador deu um título a uma equipe ou se marcou gols belíssimos, se ele não estiver rendendo bem naquele exato momento, ninguém o quer na equipe. Geralmente é esta a lógica que vemos nos clubes brasileiros. Mas com o técnico da Alemanha, Joachim Löw, esta linha de raciocínio não funciona. Se não fosse assim, Miroslav Klose não teria ido à Copa do Mundo.
Antes de pisar em solo sul-africano, o atacante de origem polonesa não atravessava um bom momento no Bayern de Munique, da Alemanha. Prova foram os três míseros gols marcados em 11 partidas na temporada 2009/2010 da Bundesliga. Mas Klose, mesmo na condição de reserva do clube bávaro, acabou sendo selecionado entre os 23 atletas germânicos que foram ao Mundial.
E não é que Miroslav provou mesmo que é jogador de Copa do Mundo? No último sábado, quando completou 100 partidas com a camisa da Alemanha, o atacante, que marcou dois tentos na goleada de 4x0 sobre a Argentina, chegou a incrível marca de 14 gols em Mundiais. Nesta edição, tem quatro. Agora, ele está a apenas um gol de igualar Ronaldo, o maior artilheiro de todos os tempos, e a dois de entrar para a história sozinho.
A marca é expressiva, não há como questionar. Mas convenhamos que atacante por atacante, só mais mesmo o nosso Fenômeno. Independente de chegar, ou não, à final, a Alemanha terá mais duas partidas pela frente (ainda há a disputa do terceiro lugar). Mas vamos ficar na torcida para que a zica do Bayern de Munique chegue logo à África do Sul. Pelo bem do bom futebol.
Os cinco maiores artilheiros
1º lugar - Ronaldo* - 15 gols (1998, 2002 e 2006)
2º lugar - Miroslav Klose - 14 gols (2002, 2006 e 2010) e Gerd Müller (1970 e 1974)
3º lugar - Just Fontaine - 13 gols (1958)
4º lugar - Pelé - 12 gols (1958, 1962, 1966 e 1970)
*em 1994 não jogou nenhuma partida
Que futebol é momento ninguém discute. Mas aqui no Brasil, temos a infeliz cultura de não valorizar o que foi feito no passado. Não importa se o jogador deu um título a uma equipe ou se marcou gols belíssimos, se ele não estiver rendendo bem naquele exato momento, ninguém o quer na equipe. Geralmente é esta a lógica que vemos nos clubes brasileiros. Mas com o técnico da Alemanha, Joachim Löw, esta linha de raciocínio não funciona. Se não fosse assim, Miroslav Klose não teria ido à Copa do Mundo.
Antes de pisar em solo sul-africano, o atacante de origem polonesa não atravessava um bom momento no Bayern de Munique, da Alemanha. Prova foram os três míseros gols marcados em 11 partidas na temporada 2009/2010 da Bundesliga. Mas Klose, mesmo na condição de reserva do clube bávaro, acabou sendo selecionado entre os 23 atletas germânicos que foram ao Mundial.
E não é que Miroslav provou mesmo que é jogador de Copa do Mundo? No último sábado, quando completou 100 partidas com a camisa da Alemanha, o atacante, que marcou dois tentos na goleada de 4x0 sobre a Argentina, chegou a incrível marca de 14 gols em Mundiais. Nesta edição, tem quatro. Agora, ele está a apenas um gol de igualar Ronaldo, o maior artilheiro de todos os tempos, e a dois de entrar para a história sozinho.
A marca é expressiva, não há como questionar. Mas convenhamos que atacante por atacante, só mais mesmo o nosso Fenômeno. Independente de chegar, ou não, à final, a Alemanha terá mais duas partidas pela frente (ainda há a disputa do terceiro lugar). Mas vamos ficar na torcida para que a zica do Bayern de Munique chegue logo à África do Sul. Pelo bem do bom futebol.
Os cinco maiores artilheiros
1º lugar - Ronaldo* - 15 gols (1998, 2002 e 2006)
2º lugar - Miroslav Klose - 14 gols (2002, 2006 e 2010) e Gerd Müller (1970 e 1974)
3º lugar - Just Fontaine - 13 gols (1958)
4º lugar - Pelé - 12 gols (1958, 1962, 1966 e 1970)
*em 1994 não jogou nenhuma partida
Uruguai prega a tranquilidade
TERNI CASTRO
Enquanto os holandeses estão esbanjando arrogância - confirmadas ainda mais depois das declarações polêmicas de Sneijder ao afirmar que prefere a tranquilidade do técnico Van Marwijk a dois "idiotas" como Dunga e Maradona - o Uruguai segue na humildade e trabalhando forte para conquistar o objetivo maior de chegar à final da Copa.
O atacante "Loco" Abreu - destaque da última partida quando converteu o pênalti com a famosa "cavadinha", garantindo o Uruguai nas semis - falou a um site sobre as dificuldades que enfrentarão diante dos holandeses, mas ressaltou o poder de disposição dos atletas da Celeste dentro de campo. Com tom de serenidade, o atacante afirmou que terão atenção total com o escrete laranja, mas também que o Uruguai amadureceu bastante durante o torneio e, por isso, tem "armas para vencer" os holandeses.
Concordo plenamente. A Celeste Olímpica, além de ter uma equipe bem posicionada em campo e atacantes decisivos como o craque Diego Forlán, parece que tomou mesmo o gosto de jogar neste Mundial e não desiste de lutar pelo resultado positivo até o último minuto - prova disso foi a mão salvadora do atacante Luís Suarez no fim da prorrogação diante de Gana, impedindo o gol que desclassificaria o selecionado platino. É por isso que volto a afirmar: a Holanda vai ter que rebolar muito se quiser tirar a vaga na grande decisão das mãos uruguaias. Melhor que seja assim, pois é garantia de jogão e promessa de muitas emoções dentro de campo. Que vença a melhor seleção (espero que seja o Uruguai).
Enquanto os holandeses estão esbanjando arrogância - confirmadas ainda mais depois das declarações polêmicas de Sneijder ao afirmar que prefere a tranquilidade do técnico Van Marwijk a dois "idiotas" como Dunga e Maradona - o Uruguai segue na humildade e trabalhando forte para conquistar o objetivo maior de chegar à final da Copa.
O atacante "Loco" Abreu - destaque da última partida quando converteu o pênalti com a famosa "cavadinha", garantindo o Uruguai nas semis - falou a um site sobre as dificuldades que enfrentarão diante dos holandeses, mas ressaltou o poder de disposição dos atletas da Celeste dentro de campo. Com tom de serenidade, o atacante afirmou que terão atenção total com o escrete laranja, mas também que o Uruguai amadureceu bastante durante o torneio e, por isso, tem "armas para vencer" os holandeses.
Concordo plenamente. A Celeste Olímpica, além de ter uma equipe bem posicionada em campo e atacantes decisivos como o craque Diego Forlán, parece que tomou mesmo o gosto de jogar neste Mundial e não desiste de lutar pelo resultado positivo até o último minuto - prova disso foi a mão salvadora do atacante Luís Suarez no fim da prorrogação diante de Gana, impedindo o gol que desclassificaria o selecionado platino. É por isso que volto a afirmar: a Holanda vai ter que rebolar muito se quiser tirar a vaga na grande decisão das mãos uruguaias. Melhor que seja assim, pois é garantia de jogão e promessa de muitas emoções dentro de campo. Que vença a melhor seleção (espero que seja o Uruguai).
O ano do desempate
IRCE FALCÃO
O histórico da Copa do Mundo é repleto de coincidências. São detalhes mínimos, que passariam despercebidos por qualquer mortal. Mas esse tipo de coisa não passa pelos olhos atentos e detalhistas dos amantes do futebol, mais precisamente pelos loucos por Mundiais. Ao longo dos anos, europeus e sul-americanos dividiram a hegemonia na conquista da tão sonhada taça de campeão.
O desempate acontece nesta copa, pois cada continente possui nove títulos. Na América do Sul, Brasil, Argentina e Uruguai são os responsáveis pela conta, enquanto Itália, Inglaterra, França e Alemanha formam o time de campeões da Europa.
O detalhe mais legal para quem gosta de superstição e dados interessantes é que, depois do bicampeonato conquistado pelo Brasil, nos anos de 1958 e 1962, as conquistas aconteceram de forma intercalada (uma Copa para sul-americanos e uma para europeus). Seguindo a escrita dos últimos anos, a Copa da África do Sul terminaria com um campeão da América. Mas Brasil, Argentina e Paraguai deram adeus à competição nas quartas de final.
Pelo andar da carruagem, parece que o retrospecto está perto de mudar, pois das quatro semifinalistas, três são do Velho Continente (Holanda, Espanha e Alemanha). Apenas o Uruguai segue na briga representando a América do Sul. Será que a Celeste manterá a alternância nos títulos?
O histórico da Copa do Mundo é repleto de coincidências. São detalhes mínimos, que passariam despercebidos por qualquer mortal. Mas esse tipo de coisa não passa pelos olhos atentos e detalhistas dos amantes do futebol, mais precisamente pelos loucos por Mundiais. Ao longo dos anos, europeus e sul-americanos dividiram a hegemonia na conquista da tão sonhada taça de campeão.
O desempate acontece nesta copa, pois cada continente possui nove títulos. Na América do Sul, Brasil, Argentina e Uruguai são os responsáveis pela conta, enquanto Itália, Inglaterra, França e Alemanha formam o time de campeões da Europa.
O detalhe mais legal para quem gosta de superstição e dados interessantes é que, depois do bicampeonato conquistado pelo Brasil, nos anos de 1958 e 1962, as conquistas aconteceram de forma intercalada (uma Copa para sul-americanos e uma para europeus). Seguindo a escrita dos últimos anos, a Copa da África do Sul terminaria com um campeão da América. Mas Brasil, Argentina e Paraguai deram adeus à competição nas quartas de final.
Pelo andar da carruagem, parece que o retrospecto está perto de mudar, pois das quatro semifinalistas, três são do Velho Continente (Holanda, Espanha e Alemanha). Apenas o Uruguai segue na briga representando a América do Sul. Será que a Celeste manterá a alternância nos títulos?
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