PAULO FAZIO
Este ano foi a vez de Lionel Messi. Em outros, Ronaldinho Gaúcho, Luís Figo, Roberto Baggio e até mesmo Ronaldo. Todos esses jogadores têm em comum em seus currículos o título de Melhor Jogador do Mundo, eleito pela Fifa. Ao mesmo tempo em que compartilharam com a glória máxima individual no esporte, esses craques também foram vítimas de uma mesma maldição: o fracasso na Copa do Mundo que sucede essa eleição. Explico: sobrenaturalmente, desde que o prêmio foi criado, em 1991, todos os que receberam o troféu um ano antes do Mundial foram decepcionantes de alguma maneira no torneio.
Tudo começou com Roberto Baggio. O italiano foi eleito o melhor jogador em atividade no ano de 1993, um antes da Copa dos Estados Unidos. No torneio, Baggio não foi mal dentro de campo. Até foi um dos principais jogadores da Azurra no percurso antes de chegar à final. Lá, selou o início da maldição. Foi o responsável por desperdiçar a cobrança de pênalti que deu o tetracampeonato ao Brasil.
Outro que passou por uma situação parecida foi o atacante Ronaldo. Em 1997, tinha sido eleito o melhor do mundo pela segunda vez consecutiva. Na França, em 1998, era o maior ídolo e figura principal do Brasil. Fez um bom Mundial, marcou cinco gols, mas, justamente na final, foi atingido sem pena pela maldição. Convulsão, mistério e derrota para os donos da casa na grande decisão.
Na África do Sul, foi a vez de Messi. Depois de duas temporadas incríveis no Barcelona, muito se esperou do argentino na Copa. Mas, a não ser pelos primeiros jogos, pouco se viu. Nem mesmo um golzinho para contar história. Nada.
E ele voltou para casa assim como Ronaldinho Gaúcho, em 2006: uma decepção. Na época, 'Roni' fazia chover e fazer sol quando queria dentro de campo. Mas, na Alemanha, foi só mais um no pacote dos descompromissados do grupo de Parreira. A magia que emanava dos seus pés e que todos esperavam havia se acabado.
O mesmo roteiro, e com o mesmo final, se sucedeu com o português Luís Figo, em 2002. Uma maldição inexplicável, que atinge justamente aos que mais se espera lapsos de genialidade em uma Copa do Mundo. Se vivo fosse, Nelson Rodrigues não teria dúvidas: é tudo culpa de "Sobrenatural de Almeida", seu personagem fictício e responsável pelo improvável no futebol. Só pode ser.
Todos de olho em Klose
FELIPE AMORIM
Que futebol é momento ninguém discute. Mas aqui no Brasil, temos a infeliz cultura de não valorizar o que foi feito no passado. Não importa se o jogador deu um título a uma equipe ou se marcou gols belíssimos, se ele não estiver rendendo bem naquele exato momento, ninguém o quer na equipe. Geralmente é esta a lógica que vemos nos clubes brasileiros. Mas com o técnico da Alemanha, Joachim Löw, esta linha de raciocínio não funciona. Se não fosse assim, Miroslav Klose não teria ido à Copa do Mundo.
Antes de pisar em solo sul-africano, o atacante de origem polonesa não atravessava um bom momento no Bayern de Munique, da Alemanha. Prova foram os três míseros gols marcados em 11 partidas na temporada 2009/2010 da Bundesliga. Mas Klose, mesmo na condição de reserva do clube bávaro, acabou sendo selecionado entre os 23 atletas germânicos que foram ao Mundial.
E não é que Miroslav provou mesmo que é jogador de Copa do Mundo? No último sábado, quando completou 100 partidas com a camisa da Alemanha, o atacante, que marcou dois tentos na goleada de 4x0 sobre a Argentina, chegou a incrível marca de 14 gols em Mundiais. Nesta edição, tem quatro. Agora, ele está a apenas um gol de igualar Ronaldo, o maior artilheiro de todos os tempos, e a dois de entrar para a história sozinho.
A marca é expressiva, não há como questionar. Mas convenhamos que atacante por atacante, só mais mesmo o nosso Fenômeno. Independente de chegar, ou não, à final, a Alemanha terá mais duas partidas pela frente (ainda há a disputa do terceiro lugar). Mas vamos ficar na torcida para que a zica do Bayern de Munique chegue logo à África do Sul. Pelo bem do bom futebol.
Os cinco maiores artilheiros
1º lugar - Ronaldo* - 15 gols (1998, 2002 e 2006)
2º lugar - Miroslav Klose - 14 gols (2002, 2006 e 2010) e Gerd Müller (1970 e 1974)
3º lugar - Just Fontaine - 13 gols (1958)
4º lugar - Pelé - 12 gols (1958, 1962, 1966 e 1970)
*em 1994 não jogou nenhuma partida
Que futebol é momento ninguém discute. Mas aqui no Brasil, temos a infeliz cultura de não valorizar o que foi feito no passado. Não importa se o jogador deu um título a uma equipe ou se marcou gols belíssimos, se ele não estiver rendendo bem naquele exato momento, ninguém o quer na equipe. Geralmente é esta a lógica que vemos nos clubes brasileiros. Mas com o técnico da Alemanha, Joachim Löw, esta linha de raciocínio não funciona. Se não fosse assim, Miroslav Klose não teria ido à Copa do Mundo.
Antes de pisar em solo sul-africano, o atacante de origem polonesa não atravessava um bom momento no Bayern de Munique, da Alemanha. Prova foram os três míseros gols marcados em 11 partidas na temporada 2009/2010 da Bundesliga. Mas Klose, mesmo na condição de reserva do clube bávaro, acabou sendo selecionado entre os 23 atletas germânicos que foram ao Mundial.
E não é que Miroslav provou mesmo que é jogador de Copa do Mundo? No último sábado, quando completou 100 partidas com a camisa da Alemanha, o atacante, que marcou dois tentos na goleada de 4x0 sobre a Argentina, chegou a incrível marca de 14 gols em Mundiais. Nesta edição, tem quatro. Agora, ele está a apenas um gol de igualar Ronaldo, o maior artilheiro de todos os tempos, e a dois de entrar para a história sozinho.
A marca é expressiva, não há como questionar. Mas convenhamos que atacante por atacante, só mais mesmo o nosso Fenômeno. Independente de chegar, ou não, à final, a Alemanha terá mais duas partidas pela frente (ainda há a disputa do terceiro lugar). Mas vamos ficar na torcida para que a zica do Bayern de Munique chegue logo à África do Sul. Pelo bem do bom futebol.
Os cinco maiores artilheiros
1º lugar - Ronaldo* - 15 gols (1998, 2002 e 2006)
2º lugar - Miroslav Klose - 14 gols (2002, 2006 e 2010) e Gerd Müller (1970 e 1974)
3º lugar - Just Fontaine - 13 gols (1958)
4º lugar - Pelé - 12 gols (1958, 1962, 1966 e 1970)
*em 1994 não jogou nenhuma partida
Uruguai prega a tranquilidade
TERNI CASTRO
Enquanto os holandeses estão esbanjando arrogância - confirmadas ainda mais depois das declarações polêmicas de Sneijder ao afirmar que prefere a tranquilidade do técnico Van Marwijk a dois "idiotas" como Dunga e Maradona - o Uruguai segue na humildade e trabalhando forte para conquistar o objetivo maior de chegar à final da Copa.
O atacante "Loco" Abreu - destaque da última partida quando converteu o pênalti com a famosa "cavadinha", garantindo o Uruguai nas semis - falou a um site sobre as dificuldades que enfrentarão diante dos holandeses, mas ressaltou o poder de disposição dos atletas da Celeste dentro de campo. Com tom de serenidade, o atacante afirmou que terão atenção total com o escrete laranja, mas também que o Uruguai amadureceu bastante durante o torneio e, por isso, tem "armas para vencer" os holandeses.
Concordo plenamente. A Celeste Olímpica, além de ter uma equipe bem posicionada em campo e atacantes decisivos como o craque Diego Forlán, parece que tomou mesmo o gosto de jogar neste Mundial e não desiste de lutar pelo resultado positivo até o último minuto - prova disso foi a mão salvadora do atacante Luís Suarez no fim da prorrogação diante de Gana, impedindo o gol que desclassificaria o selecionado platino. É por isso que volto a afirmar: a Holanda vai ter que rebolar muito se quiser tirar a vaga na grande decisão das mãos uruguaias. Melhor que seja assim, pois é garantia de jogão e promessa de muitas emoções dentro de campo. Que vença a melhor seleção (espero que seja o Uruguai).
Enquanto os holandeses estão esbanjando arrogância - confirmadas ainda mais depois das declarações polêmicas de Sneijder ao afirmar que prefere a tranquilidade do técnico Van Marwijk a dois "idiotas" como Dunga e Maradona - o Uruguai segue na humildade e trabalhando forte para conquistar o objetivo maior de chegar à final da Copa.
O atacante "Loco" Abreu - destaque da última partida quando converteu o pênalti com a famosa "cavadinha", garantindo o Uruguai nas semis - falou a um site sobre as dificuldades que enfrentarão diante dos holandeses, mas ressaltou o poder de disposição dos atletas da Celeste dentro de campo. Com tom de serenidade, o atacante afirmou que terão atenção total com o escrete laranja, mas também que o Uruguai amadureceu bastante durante o torneio e, por isso, tem "armas para vencer" os holandeses.
Concordo plenamente. A Celeste Olímpica, além de ter uma equipe bem posicionada em campo e atacantes decisivos como o craque Diego Forlán, parece que tomou mesmo o gosto de jogar neste Mundial e não desiste de lutar pelo resultado positivo até o último minuto - prova disso foi a mão salvadora do atacante Luís Suarez no fim da prorrogação diante de Gana, impedindo o gol que desclassificaria o selecionado platino. É por isso que volto a afirmar: a Holanda vai ter que rebolar muito se quiser tirar a vaga na grande decisão das mãos uruguaias. Melhor que seja assim, pois é garantia de jogão e promessa de muitas emoções dentro de campo. Que vença a melhor seleção (espero que seja o Uruguai).
O ano do desempate
IRCE FALCÃO
O histórico da Copa do Mundo é repleto de coincidências. São detalhes mínimos, que passariam despercebidos por qualquer mortal. Mas esse tipo de coisa não passa pelos olhos atentos e detalhistas dos amantes do futebol, mais precisamente pelos loucos por Mundiais. Ao longo dos anos, europeus e sul-americanos dividiram a hegemonia na conquista da tão sonhada taça de campeão.
O desempate acontece nesta copa, pois cada continente possui nove títulos. Na América do Sul, Brasil, Argentina e Uruguai são os responsáveis pela conta, enquanto Itália, Inglaterra, França e Alemanha formam o time de campeões da Europa.
O detalhe mais legal para quem gosta de superstição e dados interessantes é que, depois do bicampeonato conquistado pelo Brasil, nos anos de 1958 e 1962, as conquistas aconteceram de forma intercalada (uma Copa para sul-americanos e uma para europeus). Seguindo a escrita dos últimos anos, a Copa da África do Sul terminaria com um campeão da América. Mas Brasil, Argentina e Paraguai deram adeus à competição nas quartas de final.
Pelo andar da carruagem, parece que o retrospecto está perto de mudar, pois das quatro semifinalistas, três são do Velho Continente (Holanda, Espanha e Alemanha). Apenas o Uruguai segue na briga representando a América do Sul. Será que a Celeste manterá a alternância nos títulos?
O histórico da Copa do Mundo é repleto de coincidências. São detalhes mínimos, que passariam despercebidos por qualquer mortal. Mas esse tipo de coisa não passa pelos olhos atentos e detalhistas dos amantes do futebol, mais precisamente pelos loucos por Mundiais. Ao longo dos anos, europeus e sul-americanos dividiram a hegemonia na conquista da tão sonhada taça de campeão.
O desempate acontece nesta copa, pois cada continente possui nove títulos. Na América do Sul, Brasil, Argentina e Uruguai são os responsáveis pela conta, enquanto Itália, Inglaterra, França e Alemanha formam o time de campeões da Europa.
O detalhe mais legal para quem gosta de superstição e dados interessantes é que, depois do bicampeonato conquistado pelo Brasil, nos anos de 1958 e 1962, as conquistas aconteceram de forma intercalada (uma Copa para sul-americanos e uma para europeus). Seguindo a escrita dos últimos anos, a Copa da África do Sul terminaria com um campeão da América. Mas Brasil, Argentina e Paraguai deram adeus à competição nas quartas de final.
Pelo andar da carruagem, parece que o retrospecto está perto de mudar, pois das quatro semifinalistas, três são do Velho Continente (Holanda, Espanha e Alemanha). Apenas o Uruguai segue na briga representando a América do Sul. Será que a Celeste manterá a alternância nos títulos?
A Alemanha está sobrando
FLÁVIO BATISTA
Posso estar sendo precipitado, mas, para mim, depois do que vi nas oitavas e quartas de final da Copa, já poderiam entregar a taça de campeã para a Alemanha. É de encher a vista o futebol que a "molecada" está jogando. Contra duas potências da modalidade, Inglaterra e Argentina, oito gols marcados. Duas goleadas sem dó e piedade.
Se o time não tem aquele toque de magia de outrora, consegue ser um símbolo da eficiência (termo muito utilizado atualmente e, na maioria das vezes, para equipes que não merecem tal definição). O time alemão funciona como uma máquina bem ajustada. Tudo no seu lugar e um colaborando com o outro. O verdadeiro futebol coletivo. E com temperos.
Diante dos outros três semifinalistas, sinceramente, não vejo nenhuma seleção superior à alemã. A Espanha, que enfrentará os germânicos na semifinal, chegou à Copa como favorita, mas, até agora, não mostrou o futebol que se esperava dela. Está entre as quatro, mas posso dizer que meio aos trancos e barrancos, vide a sofrida classificação diante do Paraguai, no último sábado.
A Holanda, como o amigo Kauê Diniz já colocou aqui no blog, está uma laranja sem gosto. Resolveu abrir mão do futebol bonito, mas que não vinha trazendo grandes resultados, para adotar uma postura mais pragmática. Vamos ver se o desfecho será interessante. Já o Uruguai está jogando na base da raça, da superação. É muito bonito ver a doação de cada atleta em campo, o orgulho de estar regastando a tradição da Celeste. Apesar de ter a minha torcida, a sensação que tenho é que os uruguaios já foram longe demais diante do que se esperava deles e vai ficar nisso mesmo.
Posso estar sendo precipitado, mas, para mim, depois do que vi nas oitavas e quartas de final da Copa, já poderiam entregar a taça de campeã para a Alemanha. É de encher a vista o futebol que a "molecada" está jogando. Contra duas potências da modalidade, Inglaterra e Argentina, oito gols marcados. Duas goleadas sem dó e piedade.
Se o time não tem aquele toque de magia de outrora, consegue ser um símbolo da eficiência (termo muito utilizado atualmente e, na maioria das vezes, para equipes que não merecem tal definição). O time alemão funciona como uma máquina bem ajustada. Tudo no seu lugar e um colaborando com o outro. O verdadeiro futebol coletivo. E com temperos.
Diante dos outros três semifinalistas, sinceramente, não vejo nenhuma seleção superior à alemã. A Espanha, que enfrentará os germânicos na semifinal, chegou à Copa como favorita, mas, até agora, não mostrou o futebol que se esperava dela. Está entre as quatro, mas posso dizer que meio aos trancos e barrancos, vide a sofrida classificação diante do Paraguai, no último sábado.
A Holanda, como o amigo Kauê Diniz já colocou aqui no blog, está uma laranja sem gosto. Resolveu abrir mão do futebol bonito, mas que não vinha trazendo grandes resultados, para adotar uma postura mais pragmática. Vamos ver se o desfecho será interessante. Já o Uruguai está jogando na base da raça, da superação. É muito bonito ver a doação de cada atleta em campo, o orgulho de estar regastando a tradição da Celeste. Apesar de ter a minha torcida, a sensação que tenho é que os uruguaios já foram longe demais diante do que se esperava deles e vai ficar nisso mesmo.
Copa na Rádio Folha FM (96.7)
A Seleção Brasileira está fora da Copa do Mundo, mas a cobertura do maior torneio de futebol do planeta segue na Rádio Folha FM (96.7). Daqui a pouco, a partir das 7h, acompanhe as informações do Mundial no Folha Notícias.
Para ouvir, basta sintonizar 96.7 ou acessar a rádio pela internet, através do endereço da Folha Digital - www.folhape.com.br.
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Destaques da Folha de Pernambuco
A demissão do técnico Dunga é o destaque do caderno Folha na Copa desta segunda-feira. A delegação verde-amarelo chegou ontem ao Brasil, após a eliminação do Mundial, diante da Holanda, e o técnico comentou que conversaria com Ricardo Teixeira para decidir se continuaria, ou não, no comando da equipe. No entanto, horas depois, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou o desligamento do treinador.
Ainda sobre a chegada da Seleção, houve tumulto no Rio de Janeiro. O volante Felipe Melo, expulso no jogo contra a Holanda, foi o mais xingado pela torcida presente no Aeroporto do Galeão. Em compensação, o goleiro Júlio César chegou a ser aplaudido. Em São Paulo, jogadores como Kaká e Robinho deram um drible na torcida e na Imprensa e saíram por um local alternativo do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.
E como hoje é segunda-feira, trazemos, mais uma vez, a coluna Agito na Copa, com o zum zum que envolve o maior torneio de futebol do planeta. E ainda tem mais: jogadores argentinos pedem para Maradona continuar na seleção; a Alemanha miscigenada é a grande atração da Copa; a Fúria se diz preparada para encarar os alemães; os holandeses não querem saber de euforia; e o Uruguai curte, com muita descontração, a excelente campanha na África do Sul. Boa leitura!
Ainda sobre a chegada da Seleção, houve tumulto no Rio de Janeiro. O volante Felipe Melo, expulso no jogo contra a Holanda, foi o mais xingado pela torcida presente no Aeroporto do Galeão. Em compensação, o goleiro Júlio César chegou a ser aplaudido. Em São Paulo, jogadores como Kaká e Robinho deram um drible na torcida e na Imprensa e saíram por um local alternativo do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.
E como hoje é segunda-feira, trazemos, mais uma vez, a coluna Agito na Copa, com o zum zum que envolve o maior torneio de futebol do planeta. E ainda tem mais: jogadores argentinos pedem para Maradona continuar na seleção; a Alemanha miscigenada é a grande atração da Copa; a Fúria se diz preparada para encarar os alemães; os holandeses não querem saber de euforia; e o Uruguai curte, com muita descontração, a excelente campanha na África do Sul. Boa leitura!
Quem será o craque?
domingo, 4 de julho de 2010
FELIPE AMORIM
Wayne Rooney. Cristiano Ronaldo. Franck Ribéry. Lionel Messi. Kaká. Qual a semelhança entre estes nomes, além de serem craques consagrados internacionalmente? Todos, sem exceção, decepcionaram na Copa do Mundo da África do Sul. De candidatos a craques na competição, eles deixaram o continente africano com o fracasso entre roupas e chuteiras na bagagem. Mas quem disse que a savana ficou menos interessante sem a presença deles? Pelo contrário. Alguns atletas seguem forte no páreo para levar o título de melhor atleta do Mundial de 2010. Abaixo a lista que, para mim, fornecerá o craque da Copa.
Alemanha
Da Alemanha podemos tirar dois fortes candidatos ao título, principalmente se os germânicos forem os campeões mundiais. Bastian Schweinsteiger vem se destacando tanto na marcação no meio-campo, na distribuição das jogadas e como elemento surpresa no ataque. Não é à toa que lidera a equipe de Joachim Löw. Já Miroslav Klose, de grão em grão, quer dizer... de gol em gol (já são quatro nesta edição e 14 no geral) mostra que sua pontaria continua afiada. Além disso, busca ultrapassar o recorde de Ronaldo, que marcou 15, para se tornar o maior artilheiro das Copas.
Espanha
Já David Villa vem sendo “o cara” da Fúria nesta Copa. Com Fernando Torres aquém do seu melhor futebol, e mesmo contando com o melhor meio de campo do mundo, quem vem se destacando dentro da equipe é o novo atacante do Barcelona. Artilheiro do Mundial, com cinco gols, o camisa 7 terá a prova de fogo na próxima quarta-feira, quando enfrentará os badalados alemães.
Holanda
Do lado holandês são dois canhotos os destaques. Craque da equipe, Robben, mesmo com aquela jogadinha manjada de vir da direita e puxar para o meio antes de chutar, desequilibra qualquer jogo e pode abocanhar o título de melhor da Copa. Com quatro gols, Sneijder, que comandou a virada laranja contra o Brasil, pode ser campeão de tudo nesta temporada (já levou o Italiano, a Copa da Itália e a Liga dos Campeões, pela Internazionale).
Uruguai
Por fim, mas não menos decisivos, Suárez e Forlán têm sido fundamentais nas históricas vitórias da Celeste nesta Copa. Por isso que ambos, com três gols no Mundial cada, são os representantes do Uruguai a craque do Mundial.
Wayne Rooney. Cristiano Ronaldo. Franck Ribéry. Lionel Messi. Kaká. Qual a semelhança entre estes nomes, além de serem craques consagrados internacionalmente? Todos, sem exceção, decepcionaram na Copa do Mundo da África do Sul. De candidatos a craques na competição, eles deixaram o continente africano com o fracasso entre roupas e chuteiras na bagagem. Mas quem disse que a savana ficou menos interessante sem a presença deles? Pelo contrário. Alguns atletas seguem forte no páreo para levar o título de melhor atleta do Mundial de 2010. Abaixo a lista que, para mim, fornecerá o craque da Copa.
Alemanha
Da Alemanha podemos tirar dois fortes candidatos ao título, principalmente se os germânicos forem os campeões mundiais. Bastian Schweinsteiger vem se destacando tanto na marcação no meio-campo, na distribuição das jogadas e como elemento surpresa no ataque. Não é à toa que lidera a equipe de Joachim Löw. Já Miroslav Klose, de grão em grão, quer dizer... de gol em gol (já são quatro nesta edição e 14 no geral) mostra que sua pontaria continua afiada. Além disso, busca ultrapassar o recorde de Ronaldo, que marcou 15, para se tornar o maior artilheiro das Copas.
Espanha
Já David Villa vem sendo “o cara” da Fúria nesta Copa. Com Fernando Torres aquém do seu melhor futebol, e mesmo contando com o melhor meio de campo do mundo, quem vem se destacando dentro da equipe é o novo atacante do Barcelona. Artilheiro do Mundial, com cinco gols, o camisa 7 terá a prova de fogo na próxima quarta-feira, quando enfrentará os badalados alemães.
Holanda
Do lado holandês são dois canhotos os destaques. Craque da equipe, Robben, mesmo com aquela jogadinha manjada de vir da direita e puxar para o meio antes de chutar, desequilibra qualquer jogo e pode abocanhar o título de melhor da Copa. Com quatro gols, Sneijder, que comandou a virada laranja contra o Brasil, pode ser campeão de tudo nesta temporada (já levou o Italiano, a Copa da Itália e a Liga dos Campeões, pela Internazionale).
Uruguai
Por fim, mas não menos decisivos, Suárez e Forlán têm sido fundamentais nas históricas vitórias da Celeste nesta Copa. Por isso que ambos, com três gols no Mundial cada, são os representantes do Uruguai a craque do Mundial.
Só o Uruguai salvará
FELIPE AMORIM
No último dia 16 de junho, escrevi aqui neste blog que o desempenho das seleções sul-americanas na Copa do Mundo da África do Sul estava dando gosto de se ver. Até aquele momento, em 23 partidas realizadas, elas eram as únicas que continuavam invictas. Dias depois, o nobre companheiro Brenno Costa trouxe um outro relato relevante neste espaço: pela primeira vez na história das Copas, o número de equipes da Conmebol nas quartas de final era maior que o de europeias (4x3). Mas bastaram apenas quatro jogos para essa euforia acabar. Hoje, o panorama se inverteu.
Culpa dos tropeços nas quartas de final. A favoritíssima Seleção Brasileira azedou ante o futebol rápido dos holandeses, que viraram o jogo para 2x1. A temida Argentina, do melhor do mundo Lionel Messi, foi humilhada pelos Meninos da Alemanha, ao ser goleada por um sonoro 4x0. O Paraguai, da linda torcedora Larissa Riquelme, até lutou, mas ficou no meio do caminho. Melhor para a Fúria que venceu pelo placar mínimo.
O sul-americano que segue vivo na disputa é o Uruguai. Mas aí cabe uma peculiaridade. A Celeste foi a única equipe que não enfrentou um europeu nas quartas. Os uruguaios eliminaram Gana, nos pênaltis. E olhe que por pouco também quase seguiu no mesmo comboio dos “hermanos”, não fosse o pênalti desperdiçado pelo atacante Asamoah Gyan, aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação.
Terça-feira, a América do Sul será o Uruguai, contra a Holanda, no primeiro duelo da semifinal. Se passar, teremos uma final entre a malícia do futebol sul-americano contra a obediência do europeu. Do outro lado se enfrentam Alemanha x Espanha. Caso contrário, poderemos ter a sensação de estamos assistindo a mais uma final da Eurocopa.
No último dia 16 de junho, escrevi aqui neste blog que o desempenho das seleções sul-americanas na Copa do Mundo da África do Sul estava dando gosto de se ver. Até aquele momento, em 23 partidas realizadas, elas eram as únicas que continuavam invictas. Dias depois, o nobre companheiro Brenno Costa trouxe um outro relato relevante neste espaço: pela primeira vez na história das Copas, o número de equipes da Conmebol nas quartas de final era maior que o de europeias (4x3). Mas bastaram apenas quatro jogos para essa euforia acabar. Hoje, o panorama se inverteu.
Culpa dos tropeços nas quartas de final. A favoritíssima Seleção Brasileira azedou ante o futebol rápido dos holandeses, que viraram o jogo para 2x1. A temida Argentina, do melhor do mundo Lionel Messi, foi humilhada pelos Meninos da Alemanha, ao ser goleada por um sonoro 4x0. O Paraguai, da linda torcedora Larissa Riquelme, até lutou, mas ficou no meio do caminho. Melhor para a Fúria que venceu pelo placar mínimo.
O sul-americano que segue vivo na disputa é o Uruguai. Mas aí cabe uma peculiaridade. A Celeste foi a única equipe que não enfrentou um europeu nas quartas. Os uruguaios eliminaram Gana, nos pênaltis. E olhe que por pouco também quase seguiu no mesmo comboio dos “hermanos”, não fosse o pênalti desperdiçado pelo atacante Asamoah Gyan, aos 15 minutos do segundo tempo da prorrogação.
Terça-feira, a América do Sul será o Uruguai, contra a Holanda, no primeiro duelo da semifinal. Se passar, teremos uma final entre a malícia do futebol sul-americano contra a obediência do europeu. Do outro lado se enfrentam Alemanha x Espanha. Caso contrário, poderemos ter a sensação de estamos assistindo a mais uma final da Eurocopa.
O otimismo não pode virar arrogância
TERNI CASTRO
Confiança total. Depois de derrotar o Brasil nas quartas de final, a Holanda está mais do que otimista para conquistar o seu primeiro título mundial. Após chegar duas vezes ao vice-campeonato em 1974 e 1978, os Laranjas acreditam ser este ano o momento certo de levar o caneco para Amsterdã, ainda mais agora que derrotaram a única seleção pentacampeã do certame.
O discurso, que até poderia soar arrogante, faz sentido. A Laranja Mecânica mostrou que está forte e mesmo não jogando aquele futebol brilhante, conquistou resultados expressivos (os 100% de aproveitamento que o digam). Segundo seus próprios jogadores, o time pode vencer qualquer equipe do mundo e o técnico Bert van Marwijk, no melhor estilo marrento, confirmou a "arrogância positiva" da Holanda. Tomara que essa empolgação não chegue à beira da prepotência. Os holandeses têm que tomar muito cuidado com o selecionado uruguaio, que está com a mesma vontade -se não for maior, já que são mais de 40 anos sem alcançar a fase decisiva do torneio - de chegar à final da Copa.
Ainda assim, não se pode negar o favoritismo dos holandeses. Mas como tudo nesta Copa está imprevisível, não me surpreenderia se o Uruguai conquistasse a tão sonhada vaga na decisão. Faço minhas as mesmas palavras do meia holandês De Jong (referindo-se ao título mundial ), mas em relação à Celeste: Por que não?
Confiança total. Depois de derrotar o Brasil nas quartas de final, a Holanda está mais do que otimista para conquistar o seu primeiro título mundial. Após chegar duas vezes ao vice-campeonato em 1974 e 1978, os Laranjas acreditam ser este ano o momento certo de levar o caneco para Amsterdã, ainda mais agora que derrotaram a única seleção pentacampeã do certame.
O discurso, que até poderia soar arrogante, faz sentido. A Laranja Mecânica mostrou que está forte e mesmo não jogando aquele futebol brilhante, conquistou resultados expressivos (os 100% de aproveitamento que o digam). Segundo seus próprios jogadores, o time pode vencer qualquer equipe do mundo e o técnico Bert van Marwijk, no melhor estilo marrento, confirmou a "arrogância positiva" da Holanda. Tomara que essa empolgação não chegue à beira da prepotência. Os holandeses têm que tomar muito cuidado com o selecionado uruguaio, que está com a mesma vontade -se não for maior, já que são mais de 40 anos sem alcançar a fase decisiva do torneio - de chegar à final da Copa.
Ainda assim, não se pode negar o favoritismo dos holandeses. Mas como tudo nesta Copa está imprevisível, não me surpreenderia se o Uruguai conquistasse a tão sonhada vaga na decisão. Faço minhas as mesmas palavras do meia holandês De Jong (referindo-se ao título mundial ), mas em relação à Celeste: Por que não?
Piqué, o melhor amigo dos adversários
IRCE FALCÃO
Quando os adversários da Espanha entram em campo, eles não jogam com 11 atletas, mas com 12. O motivo é que, na seleção catalã, um jogador em especial parece atuar como infiltrado, trabalhando para, na melhor oportunidade, beneficiar o oponente. Inacreditável que, em uma Copa do Mundo, um zagueiro seja o principal responsável pelos gols das equipes adversárias. Mas ele existe. Ele é Piqué, defensor da seleção espanhola e do Barcelona.
No primeiro jogo deste Mundial, Piqué se embolou com os atacantes da Suíça e acabou deixando o caminho livre para a primeira e surpreendente derrota da Fúria na Copa da África. Contra o Chile, no último e decisivo jogo da fase de grupos, o zagueiro também deu aquela ajudinha ao desviar um chute de Rodrigo Millar, tirando o goleiro Casillas da jogada. Gol chileno.
Ontem, contra o Paraguai, na partida que valeu a passagem inédita da Espanha às semifinais, Piqué bem que tentou ajudar, novamente, o adversário. No segundo tempo de um duelo bastante equilibrado, o zagueiro decidiu mudar a história do jogo. A favor dos adversários, claro. Piqué, praticamente, brincou de cabo-de-guerra, segurando o braço de Cardozo, dentro da área. O artilheiro do Benfica, de Portugal, no entanto, não aproveitou a oportunidade e, com um pênalti mal cobrado, perdeu a chance de fazer história. Bom, Piqué deu a chance...
E se a Alemanha, adversária da Espanha na semifinal, já está voando em campo, com a ajudinha de Piqué então. Sinto pena por antecipação dos companheiros do "melhor zagueiro da Copa" (já eleito pelos adversários, com certeza).
Quando os adversários da Espanha entram em campo, eles não jogam com 11 atletas, mas com 12. O motivo é que, na seleção catalã, um jogador em especial parece atuar como infiltrado, trabalhando para, na melhor oportunidade, beneficiar o oponente. Inacreditável que, em uma Copa do Mundo, um zagueiro seja o principal responsável pelos gols das equipes adversárias. Mas ele existe. Ele é Piqué, defensor da seleção espanhola e do Barcelona.
No primeiro jogo deste Mundial, Piqué se embolou com os atacantes da Suíça e acabou deixando o caminho livre para a primeira e surpreendente derrota da Fúria na Copa da África. Contra o Chile, no último e decisivo jogo da fase de grupos, o zagueiro também deu aquela ajudinha ao desviar um chute de Rodrigo Millar, tirando o goleiro Casillas da jogada. Gol chileno.
Ontem, contra o Paraguai, na partida que valeu a passagem inédita da Espanha às semifinais, Piqué bem que tentou ajudar, novamente, o adversário. No segundo tempo de um duelo bastante equilibrado, o zagueiro decidiu mudar a história do jogo. A favor dos adversários, claro. Piqué, praticamente, brincou de cabo-de-guerra, segurando o braço de Cardozo, dentro da área. O artilheiro do Benfica, de Portugal, no entanto, não aproveitou a oportunidade e, com um pênalti mal cobrado, perdeu a chance de fazer história. Bom, Piqué deu a chance...
E se a Alemanha, adversária da Espanha na semifinal, já está voando em campo, com a ajudinha de Piqué então. Sinto pena por antecipação dos companheiros do "melhor zagueiro da Copa" (já eleito pelos adversários, com certeza).
Uma laranja sem gosto
KAUÊ DINIZ
Sou fã do futebol holandês, até porque, na minha opinião, é o que mais se assemelha ao brasileiro. Eles têm a técnica refinada, objetivam em sua essência o futebol bonito e mantêm viva a figura dos pontas no esquema tático. Características que sempre me fizeram admirá-los e colocá-los como minha segunda seleção de coração.
No entanto, o que a atual Laranja está produzindo nesta Copa do Mundo, apesar da eficiência comprovada nos números – é a única entre as quatro semifinalistas a ter 100% de aproveitamento -, não é digna das suas tradições. E eu não sou uma voz única neste pensamento. O próprio Cruyff, maior ídolo da história do futebol holandês, já fez duras críticas à postura da atual equipe, que eu aponto como a mais fraca Holanda, em termos de beleza técnica , dos últimos 25 anos, tempo em que acompanho de perto futebol. Talentos na equipe existem, até porque Robben, Sneidjer, Van Persie, Kuyt, Van der Vaart sabem jogar bola, mas parecem tolhidos no esquema tático implantado pelo atual treinador.
Após a brilhante Laranja Mecânica da década de 70, vice-campeã mundial em 1974 e 1978, a Holanda passou por um pequeno hiato de talentos, que voltou a florescer na segunda metade dos anos 80. Era o time do eterno Marco Van Basten, um dos maiores centroavantes que pude ver atuar, Ruud Gullit, Frank Rijkaard e Ronald Koeman. Juntos, conquistaram a Eurocopa de 1988. No entanto, essa mesma geração fracassou na Copa da Itália, dois anos depois.
Em 1994, a Laranja só não foi mais longe porque encontrou Romário e Bebeto pela frente, naquele inesquecível 3x2. Mas eles tinham o fantástico Bergkamp, o endiabrado ponteiro Overmars, além de Koeman, zagueiro de potente chute, um dos melhores que vi jogar, Rijkaaard e Aron Winter.
Quatro anos depois, uma geração ainda mais talentosa aparecia e era novamente aniquilada numa Copa do Mundo pelo Brasil, desta vez nos pênatis – ficaram na quarta posição. Mas era um time fantástico e que jogava um futebol refinado, com um meio de campo que dava gosto de ver com Davids, Seedorf, Ronald De Boer e Cocu. Um ataque com Bergkamp e Kluivert, um miolo de zaga com Frank De Boer e Stam, e o goleiro Van Der Sar.
Nos últimos anos, apesar de poucos resultados convincentes, montaram seleções que sempre valorizaram a plasticidade do futebol. Mas, desta vez, o técnico Van Marwijk preferiu trocar o espetáculo pelo futebol de resultado. Pode até ser campeã, mas perde um fã.
Sou fã do futebol holandês, até porque, na minha opinião, é o que mais se assemelha ao brasileiro. Eles têm a técnica refinada, objetivam em sua essência o futebol bonito e mantêm viva a figura dos pontas no esquema tático. Características que sempre me fizeram admirá-los e colocá-los como minha segunda seleção de coração.
No entanto, o que a atual Laranja está produzindo nesta Copa do Mundo, apesar da eficiência comprovada nos números – é a única entre as quatro semifinalistas a ter 100% de aproveitamento -, não é digna das suas tradições. E eu não sou uma voz única neste pensamento. O próprio Cruyff, maior ídolo da história do futebol holandês, já fez duras críticas à postura da atual equipe, que eu aponto como a mais fraca Holanda, em termos de beleza técnica , dos últimos 25 anos, tempo em que acompanho de perto futebol. Talentos na equipe existem, até porque Robben, Sneidjer, Van Persie, Kuyt, Van der Vaart sabem jogar bola, mas parecem tolhidos no esquema tático implantado pelo atual treinador.
Após a brilhante Laranja Mecânica da década de 70, vice-campeã mundial em 1974 e 1978, a Holanda passou por um pequeno hiato de talentos, que voltou a florescer na segunda metade dos anos 80. Era o time do eterno Marco Van Basten, um dos maiores centroavantes que pude ver atuar, Ruud Gullit, Frank Rijkaard e Ronald Koeman. Juntos, conquistaram a Eurocopa de 1988. No entanto, essa mesma geração fracassou na Copa da Itália, dois anos depois.
Em 1994, a Laranja só não foi mais longe porque encontrou Romário e Bebeto pela frente, naquele inesquecível 3x2. Mas eles tinham o fantástico Bergkamp, o endiabrado ponteiro Overmars, além de Koeman, zagueiro de potente chute, um dos melhores que vi jogar, Rijkaaard e Aron Winter.
Quatro anos depois, uma geração ainda mais talentosa aparecia e era novamente aniquilada numa Copa do Mundo pelo Brasil, desta vez nos pênatis – ficaram na quarta posição. Mas era um time fantástico e que jogava um futebol refinado, com um meio de campo que dava gosto de ver com Davids, Seedorf, Ronald De Boer e Cocu. Um ataque com Bergkamp e Kluivert, um miolo de zaga com Frank De Boer e Stam, e o goleiro Van Der Sar.
Nos últimos anos, apesar de poucos resultados convincentes, montaram seleções que sempre valorizaram a plasticidade do futebol. Mas, desta vez, o técnico Van Marwijk preferiu trocar o espetáculo pelo futebol de resultado. Pode até ser campeã, mas perde um fã.
Destaques da Folha de Pernambuco
Domingo sem futebol pela Copa do Mundo, mas o caderno Folha na Copa ainda repercute a eliminação da Seleção Brasileira do torneio. Segundo especialistas da área de Psicologia, faltou equilíbrio ao grupo para ir mais adiante. Esse problema ficou bem evidente no comportamento do técnico Dunga.
Além disso, produzimos na última sexta-feira, durante o jogo Brasil x Holanda, uma matéria numa casa que abriga adolescentes em situação de risco. São histórias de vida muito sofridas, mas que encontram no futebol uma ponta de esperança para um futuro melhor. Confira o resultado dessa visita neste domingo, na sua Folha de Pernambuco.
Além disso, produzimos na última sexta-feira, durante o jogo Brasil x Holanda, uma matéria numa casa que abriga adolescentes em situação de risco. São histórias de vida muito sofridas, mas que encontram no futebol uma ponta de esperança para um futuro melhor. Confira o resultado dessa visita neste domingo, na sua Folha de Pernambuco.
Dois pênaltis, três traves e uma classificação
sábado, 3 de julho de 2010
GUSTAVO PAES
Tinha que ser dele. Villa. A Espanha ficou longe do show prometido nos dois jogos de mata-mata, mas avançou nos braços do seu artilheiro. E o atacante, recém-contratado pelo Barcelona - que deve estar feliz da vida com o investimento realizado -, garantiu mais uma vitória. Novamente por 1xo. Dessa vez diante dos bravos paraguaios. A Fúria começa a recuperar os seus traços da Eurocopa.
Se a primeira fase foi enfadonha, os jogos "do que perdeu vai pra casa" estão sendo sensacionais. Alguns mais pela qualidade do futebol, outros mais pelos pequenos pontos que fazem o esporte ser tão interessante. Espanha e Paraguai se encaixa no segundo exemplo.
Um primeiro tempo morno, e um segundo em que muito aconteceu. Dois pênaltis, um para cada lado. Primeiro o paraguaio Cardozo nas mãos de Casillas. Um minuto depois, foi a vez de Xabi Alonso. No primeiro, o volante espanhol marcou. Mas o juiz apontou invasão da área. Na segunda cobrança, o madrilenho perdeu.
Mas e Villa, onde estava até o momento? Em um ponto cego do campo, pois suas jogadas em diagonal não estavam funcionando. Mas veio Iniesta para quebrar as barreiras sul-americanas. Rolou com açúcar para Pedro. O menino barcelonista acertou a trave. E a bola veio repousar nos pés de Villa, novo astro do time catalão. Artilheiro, mirou o cantinho, onde não existiam paraguaios. Foi tão caprichoso que a bola acertou o poste esquerdo, desfilou pela linha do gol e bateu na trave oposta antes de entrar. Villa, Espanha na semifinal diante da Alemanha. Outro jogaço teremos pela frente.
Que azeite é esse, Sr. Löw?
GUSTAVO PAES
Ao final do jogo, meu palpite de 3x1 para a Argentina soou rídiculo. Mas de uma coisa eu não abro mão. Disse que, em todo caso, o futebol sairia vitorioso na partida de hoje. E foi incrível. Foi o conjunto. Que time azeitado formou esse Joachim Löw, mais conhecido no Brasil como "O Catoteiro". Já correm as piadinhas no Twitter que Dunga e Maradona vão ter que comer muita catota se quiserem chegar aos pés do alemão.
Surpresa não é a Alemanha avançar para as semifinais da Copa. É o tipo de futebol que ela está apresentando. Não que os alemães não tenham uma ótima escola, mas nos últimos anos andavam devendo. O comentarista da ESPN Brasil, Gerd Wenzel, até já explicou como se fala "Meninos da Vila" em alemão, mas eu não entendi uma palavra. A referência é por conta da baixa média de idade - 24 anos se considerado apenas o time titular escalado por Löw hoje -, como pela movimentação ofensiva impressionante.
Conheça as engrenagens da equipe, e o azeite de Löw
Defesa: Os centrais Mertesacker e Friedrich, ao lado do lateral esquerdo defensivo Boateng, são altos, fortes e fazem uma Copa muito segura. O goleiro Neuer vai bem quando acionado. Lahm, pela direita, é a válvula de escape.
Meio-campo: É aí que a mágica acontece. Schweinsteiger iniciou a carreira como um meia que atuava pelos lados do campo na linha de quatro homens. Nessa posição era um jogador nota 7. Jogando como volante, para mim é o melhor jogador da Copa até o momento, e olhe que não é um artista da bola, tipo de atleta que normalmente eu valorizo mais. Khedira é o seu leal escudeiro, mais discreto, porém muito funcional. O trio Ozil, Muller e Podolski é a versão germânica de Ganso, Robinho e Neymar - que compensam a menor ginga com trocas de passes muito inteligentes. Impossível saber por onde e por quem o contra-ataque será puxado.
Ataque: Klose. Fez uma temporada patética pelo Bayern de Munique. Começou a Copa de forma discreta. Mas é outro que leva a alcunha de Senhor Copas do Mundo. Um jogador mediano que está muito próximo de alcançar Ronaldo na lista dos maiores artilheiros da história da competição. São 14 tentos contra 15 do gordinho.
Essa é a dissecação da equipe que deve se sagrar tetracampeã mundial no dia 11 de julho.
Ao final do jogo, meu palpite de 3x1 para a Argentina soou rídiculo. Mas de uma coisa eu não abro mão. Disse que, em todo caso, o futebol sairia vitorioso na partida de hoje. E foi incrível. Foi o conjunto. Que time azeitado formou esse Joachim Löw, mais conhecido no Brasil como "O Catoteiro". Já correm as piadinhas no Twitter que Dunga e Maradona vão ter que comer muita catota se quiserem chegar aos pés do alemão.
Surpresa não é a Alemanha avançar para as semifinais da Copa. É o tipo de futebol que ela está apresentando. Não que os alemães não tenham uma ótima escola, mas nos últimos anos andavam devendo. O comentarista da ESPN Brasil, Gerd Wenzel, até já explicou como se fala "Meninos da Vila" em alemão, mas eu não entendi uma palavra. A referência é por conta da baixa média de idade - 24 anos se considerado apenas o time titular escalado por Löw hoje -, como pela movimentação ofensiva impressionante.
Conheça as engrenagens da equipe, e o azeite de Löw
Defesa: Os centrais Mertesacker e Friedrich, ao lado do lateral esquerdo defensivo Boateng, são altos, fortes e fazem uma Copa muito segura. O goleiro Neuer vai bem quando acionado. Lahm, pela direita, é a válvula de escape.
Meio-campo: É aí que a mágica acontece. Schweinsteiger iniciou a carreira como um meia que atuava pelos lados do campo na linha de quatro homens. Nessa posição era um jogador nota 7. Jogando como volante, para mim é o melhor jogador da Copa até o momento, e olhe que não é um artista da bola, tipo de atleta que normalmente eu valorizo mais. Khedira é o seu leal escudeiro, mais discreto, porém muito funcional. O trio Ozil, Muller e Podolski é a versão germânica de Ganso, Robinho e Neymar - que compensam a menor ginga com trocas de passes muito inteligentes. Impossível saber por onde e por quem o contra-ataque será puxado.
Ataque: Klose. Fez uma temporada patética pelo Bayern de Munique. Começou a Copa de forma discreta. Mas é outro que leva a alcunha de Senhor Copas do Mundo. Um jogador mediano que está muito próximo de alcançar Ronaldo na lista dos maiores artilheiros da história da competição. São 14 tentos contra 15 do gordinho.
Essa é a dissecação da equipe que deve se sagrar tetracampeã mundial no dia 11 de julho.
Vamos Albirroja!
YURI DE LIRA
Hoje, o Paraguai poderá contar com a minha torcida. Logo mais, a partir das 15h30, estarei torcendo pelos comandados de Gerado Martino no maior estilo barra brava. O motivo de tamanha empolgação todos já devem saber. Só uma coisa é capaz de transformar, repentinamente, um brasileiro em um “brasiguaio”: a modelo guarani Larissa Riquelme. Só quero mesmo que os nossos vizinhos vençam a Espanha para que eu possa vê-la (ou melhor, contemplá-la) nuinha, nuinha - como dizia o poeta Manuel Bandeira. A moça prometeu se despir em plena Praça da Democracia, na capital Assunção, caso o seu país seja campeão da Copa do Mundo. Vamos, Albirroja! Porém, para esse lindo sonho ser concretizado, a primeira missão do escrete do Chaco será bater a toda poderosa Fúria, pelas quartas de final do Mundial.
Jorge Saenz/AP/AE

O pensamento dos ibéricos é, unicamente, o de levantar o taça. “Não nos conformaremos se chegarmos só às semifinais. Temos que ser inconformistas”, falou o técnico Vicente del Bosque. O zagueiro Piqué, por sua vez, tenta minimizar uma possível eliminação, o que ratificaria a alcunha de “amarelona” do combinado espanhol. “Não seria um fracasso. Mas seria uma decepção”, contou. Para triunfar, contam com os gols de David Villa (como sempre saliento, um jogador de primeira linha). Quem está com uma inhaca das grandes é Fernando Torres, que ainda não marcou no torneio. “El Ninõ” não conseguiu jogar uma partida inteira no certame e já está sendo contestado por alguns críticos na terra das touradas.
Os invictos paraguaios pregam o respeito aos adversários. “A Espanha é uma equipe muito compacta, que vem jogando junta há muito tempo. Todo mundo sabe que eles são os favoritos. Vai ser um jogo duro. A Espanha é muito famosa por dominar muito bem a bola, e a posse de bola não estará do nosso lado como foi nos últimos dois jogos”, pontuou o centroavante Roque Santa Cruz. Que os europeus não joguem nada! Mas, racionalmente, aposto em uma derrota dos sul-americanos, por 2x0. Espero estar errado. Viva Larissa, viva Paraguai!
Hoje, o Paraguai poderá contar com a minha torcida. Logo mais, a partir das 15h30, estarei torcendo pelos comandados de Gerado Martino no maior estilo barra brava. O motivo de tamanha empolgação todos já devem saber. Só uma coisa é capaz de transformar, repentinamente, um brasileiro em um “brasiguaio”: a modelo guarani Larissa Riquelme. Só quero mesmo que os nossos vizinhos vençam a Espanha para que eu possa vê-la (ou melhor, contemplá-la) nuinha, nuinha - como dizia o poeta Manuel Bandeira. A moça prometeu se despir em plena Praça da Democracia, na capital Assunção, caso o seu país seja campeão da Copa do Mundo. Vamos, Albirroja! Porém, para esse lindo sonho ser concretizado, a primeira missão do escrete do Chaco será bater a toda poderosa Fúria, pelas quartas de final do Mundial.
Jorge Saenz/AP/AE
O pensamento dos ibéricos é, unicamente, o de levantar o taça. “Não nos conformaremos se chegarmos só às semifinais. Temos que ser inconformistas”, falou o técnico Vicente del Bosque. O zagueiro Piqué, por sua vez, tenta minimizar uma possível eliminação, o que ratificaria a alcunha de “amarelona” do combinado espanhol. “Não seria um fracasso. Mas seria uma decepção”, contou. Para triunfar, contam com os gols de David Villa (como sempre saliento, um jogador de primeira linha). Quem está com uma inhaca das grandes é Fernando Torres, que ainda não marcou no torneio. “El Ninõ” não conseguiu jogar uma partida inteira no certame e já está sendo contestado por alguns críticos na terra das touradas.
Os invictos paraguaios pregam o respeito aos adversários. “A Espanha é uma equipe muito compacta, que vem jogando junta há muito tempo. Todo mundo sabe que eles são os favoritos. Vai ser um jogo duro. A Espanha é muito famosa por dominar muito bem a bola, e a posse de bola não estará do nosso lado como foi nos últimos dois jogos”, pontuou o centroavante Roque Santa Cruz. Que os europeus não joguem nada! Mas, racionalmente, aposto em uma derrota dos sul-americanos, por 2x0. Espero estar errado. Viva Larissa, viva Paraguai!
A força de uma rivalidade
FLÁVIO BATISTA
Impressionante a força de uma rivalidade. Ainda há pouco, um desavisado poderia achar que a Seleção Brasileira estava se classificando para a semifinal da Copa, tamanha a festa nas ruas, os gritos dentro das casas e dos apartamentos e o barulho dos fogos. Mas não. O time comandado por Dunga, daqui a pouco, começa a fazer o caminho de volta para casa.
Quem estava em campo era a Argentina. E para deleite dos brasileiros, levando um baile da Alemanha. O placar de 4x0 para os germânicos fez que, momentaneamente, o torcedor verde-amarelo esquecesse o fracasso da Canarinho. A impressão que passou é que os fogos comprados para ontem foram utilizados ainda agora, tamanha a barulheira pelo Recife.
Na edição de hoje, o jornal esportivo argentino “Olé” trouxe a seguinte manchete: “Comprate un LCD”, ao lado de uma foto de Kaká. Como um amigo meu falou, o jogador brasileiro deveria pedir para Messi comprar a pipoca para, juntos, assistirem às semifinais e final da Copa.
Impressionante a força de uma rivalidade. Ainda há pouco, um desavisado poderia achar que a Seleção Brasileira estava se classificando para a semifinal da Copa, tamanha a festa nas ruas, os gritos dentro das casas e dos apartamentos e o barulho dos fogos. Mas não. O time comandado por Dunga, daqui a pouco, começa a fazer o caminho de volta para casa.
Quem estava em campo era a Argentina. E para deleite dos brasileiros, levando um baile da Alemanha. O placar de 4x0 para os germânicos fez que, momentaneamente, o torcedor verde-amarelo esquecesse o fracasso da Canarinho. A impressão que passou é que os fogos comprados para ontem foram utilizados ainda agora, tamanha a barulheira pelo Recife.
Na edição de hoje, o jornal esportivo argentino “Olé” trouxe a seguinte manchete: “Comprate un LCD”, ao lado de uma foto de Kaká. Como um amigo meu falou, o jogador brasileiro deveria pedir para Messi comprar a pipoca para, juntos, assistirem às semifinais e final da Copa.
Maradona não desfilará nu. Ainda bem!
YURI DE LIRA
“Se visse que triste que está a Argentina [...] até os pardais, de tanta tristeza, foram embora [...] se visse as suas ruas, que tanto sorriam, já não são as mesmas”. Esses são fragmentos de um famoso tango de Cacho Castaña, Septiembre de 88 . Foi composto para mostrar a melancolia do povo do Prata à época do grande colapso financeiro que afligiu o país no final dos anos 80. Mas a música poderia ser, facilmente, trilha sonora da situação vivida pelos platinos hoje, após perderem, por 4x0, e serem eliminados da Copa do Mundo pela Alemanha, na Cidade do Cabo. Abatimento, consternação e mágoa são sentimentos que os hermanos levarão por, pelo menos, mais quatro anos. O combinado germânico, por sua vez, se ratifica no posto de algoz da Alviceleste. No Mundial de 2006, eliminou os rivais também nas quartas de final do certame.
Nem Messi, nem Tévez, nem Higuaín, tampouco as persignações do técnico Diego Maradona foram capazes de fazer com que a Argentina vencesse. Os comandados do Pibe de Oro entraram assustados em campo, ao passo que a Mannschaft marcava na frente. O golpe inicial veio aos três minutos. O prodígio Thomas Müller, depois de cobrança de falta de Schweinsteiger, se antecipou e, de cabeça, fez o gol - o número 200 dos alemães no torneio e o mais rápido desta Copa. Os argentinos logo despertaram. Começaram a ser mais belicosos. Chegaram a anotar um tento, com Higuaín. Mas a arbitragem, acertadamente, deu impedimento no lance.
Os sul-americanos tiveram mais volume de jogo no começo da segunda etapa. O time do treinador Joachim Löw não era nada bobo. Queria pegar os adversário de surpresa. Conseguiram. Aos 22, com Klose: 2x0. Em seguida, após um apagão da defesa alviceleste, Friedrich fez o terceiro. Virou farra. O sistema defensivo do escrete de Don Diego é lastimável! Quando foi testado de verdade, não correspondeu – como já era esperado. A partir daí, os pupilos de “El Diez” se desnortearam. A Alemanha, entretanto, ainda buscava o ataque. Marcaram o quarto, com Klose, novamente.
Para mim, a goleada histórica ratifica o time de Löw como grande favorito para faturar a competição. O ponto positivo da derrota argentina (que soube perder, viu, Lahm?!) é que não precisaremos mais ver a o corpulento Maradona desfilando peladão no Obelisco, em Buenos Aires - como ele havia prometido caso fosse campeão.
“Se visse que triste que está a Argentina [...] até os pardais, de tanta tristeza, foram embora [...] se visse as suas ruas, que tanto sorriam, já não são as mesmas”. Esses são fragmentos de um famoso tango de Cacho Castaña, Septiembre de 88 . Foi composto para mostrar a melancolia do povo do Prata à época do grande colapso financeiro que afligiu o país no final dos anos 80. Mas a música poderia ser, facilmente, trilha sonora da situação vivida pelos platinos hoje, após perderem, por 4x0, e serem eliminados da Copa do Mundo pela Alemanha, na Cidade do Cabo. Abatimento, consternação e mágoa são sentimentos que os hermanos levarão por, pelo menos, mais quatro anos. O combinado germânico, por sua vez, se ratifica no posto de algoz da Alviceleste. No Mundial de 2006, eliminou os rivais também nas quartas de final do certame.
Nem Messi, nem Tévez, nem Higuaín, tampouco as persignações do técnico Diego Maradona foram capazes de fazer com que a Argentina vencesse. Os comandados do Pibe de Oro entraram assustados em campo, ao passo que a Mannschaft marcava na frente. O golpe inicial veio aos três minutos. O prodígio Thomas Müller, depois de cobrança de falta de Schweinsteiger, se antecipou e, de cabeça, fez o gol - o número 200 dos alemães no torneio e o mais rápido desta Copa. Os argentinos logo despertaram. Começaram a ser mais belicosos. Chegaram a anotar um tento, com Higuaín. Mas a arbitragem, acertadamente, deu impedimento no lance.
Os sul-americanos tiveram mais volume de jogo no começo da segunda etapa. O time do treinador Joachim Löw não era nada bobo. Queria pegar os adversário de surpresa. Conseguiram. Aos 22, com Klose: 2x0. Em seguida, após um apagão da defesa alviceleste, Friedrich fez o terceiro. Virou farra. O sistema defensivo do escrete de Don Diego é lastimável! Quando foi testado de verdade, não correspondeu – como já era esperado. A partir daí, os pupilos de “El Diez” se desnortearam. A Alemanha, entretanto, ainda buscava o ataque. Marcaram o quarto, com Klose, novamente.
Para mim, a goleada histórica ratifica o time de Löw como grande favorito para faturar a competição. O ponto positivo da derrota argentina (que soube perder, viu, Lahm?!) é que não precisaremos mais ver a o corpulento Maradona desfilando peladão no Obelisco, em Buenos Aires - como ele havia prometido caso fosse campeão.
Duelo sagrado para quem ama futebol
GUSTAVO PAES
Se você é daqueles que só assiste Copa do Mundo para acompanhar o Brasil, não sabe o que está perdendo. Argentina e Alemanha fazem hoje, às 11h, o verdadeiro confronto de gigantes desta Copa do Mundo. Esqueça Dunga e sua visão pequena perdendo para uma Holanda anêmica. Aqui, independente do resultado, quem sai vencendo é o futebol.
As duas equipes apostaram na ofensividade para vencer a Copa do Mundo. Lembraram que a palavra inglesa "Goal"- para nós brasileiros o gol -, significa objetivo. É o objetivo único do esporte.
A diferença no desenho tático das duas equipes é sutil. No último jogo, Maradona colocou três meias ofensivos atrás de dois atacantes. A versão germânica é um pouco mais equilibrada, abrindo mão de um atacante para a entrada de um volante.
Mas isso é apenas na teoria, no papel. Com uma movimentação de peças em alta velocidade, a Alemanha é o melhor conjunto do Mundial. Mas também possui muitos jovens de qualidade. Já os comandados de Diego Maradona estão entre os mais talentosos jogadores que pisaram na África do Sul. Esse é um duelo sagrado para que os amantes do futebol se sintam revigorados após a decepção com a Seleção Brasileira.
Como palpite, acredito que Lionel Messi, que está passando por média na competição, vai finalmente ser genial. E com um dos maiores baixinhos da história do futebol entregando todo o seu potencial, o fino vidro do equilíbrio pode ser trincado. É Argentina 3x1 na Alemanha.
Se você é daqueles que só assiste Copa do Mundo para acompanhar o Brasil, não sabe o que está perdendo. Argentina e Alemanha fazem hoje, às 11h, o verdadeiro confronto de gigantes desta Copa do Mundo. Esqueça Dunga e sua visão pequena perdendo para uma Holanda anêmica. Aqui, independente do resultado, quem sai vencendo é o futebol.
As duas equipes apostaram na ofensividade para vencer a Copa do Mundo. Lembraram que a palavra inglesa "Goal"- para nós brasileiros o gol -, significa objetivo. É o objetivo único do esporte.
A diferença no desenho tático das duas equipes é sutil. No último jogo, Maradona colocou três meias ofensivos atrás de dois atacantes. A versão germânica é um pouco mais equilibrada, abrindo mão de um atacante para a entrada de um volante.
Mas isso é apenas na teoria, no papel. Com uma movimentação de peças em alta velocidade, a Alemanha é o melhor conjunto do Mundial. Mas também possui muitos jovens de qualidade. Já os comandados de Diego Maradona estão entre os mais talentosos jogadores que pisaram na África do Sul. Esse é um duelo sagrado para que os amantes do futebol se sintam revigorados após a decepção com a Seleção Brasileira.
Como palpite, acredito que Lionel Messi, que está passando por média na competição, vai finalmente ser genial. E com um dos maiores baixinhos da história do futebol entregando todo o seu potencial, o fino vidro do equilíbrio pode ser trincado. É Argentina 3x1 na Alemanha.
Destaques da Folha de Pernambuco
A eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo é o destaque do caderno Folha na Copa deste sábado. A Canarinho perdeu para a Holanda, de virada, por 2x1 e adiou em mais quatro anos o sonho do hexacampeonato. O comportamento de Dunga durante o Mundial e a atitude irresponsável de Felipe Melo, expulso após pisar Robben, ganharam ênfase dentro do noticiário.
Veja também como foi o trabalho do Samu e do Corpo de Bombeiros, na Capital pernambucana, durante a partida, além do choro dos torcedores locais após a eliminação.
Agora, a Holanda (que teve uma animada torcida no Recife) vai enfrentar o Uruguai na semifinal. E a classificação uruguaia veio numa partida repleta de emoção, definida nos pênaltis. Gana saiu na frente, a Celeste empatou e, no último minuto da prorrogação, o atacante Suarez interceptou a bola com a mão em cima da linha de gol. Ele terminou sendo expulso, o pênalti foi assinalado, mas Gyan desperdiçou a cobrança. Nas penalidades máximas, o Uruguai foi mais eficiente e venceu por 4x2.
E hoje serão conhecidos os outros dois semifinalistas da Copa. Às 11h, promessa de jogão de bola, com Argentina e Alemanha em campo. Mais tarde, às 15h30, será a vez do duelo entre Espanha e Paraguai.
Veja também como foi o trabalho do Samu e do Corpo de Bombeiros, na Capital pernambucana, durante a partida, além do choro dos torcedores locais após a eliminação.
Agora, a Holanda (que teve uma animada torcida no Recife) vai enfrentar o Uruguai na semifinal. E a classificação uruguaia veio numa partida repleta de emoção, definida nos pênaltis. Gana saiu na frente, a Celeste empatou e, no último minuto da prorrogação, o atacante Suarez interceptou a bola com a mão em cima da linha de gol. Ele terminou sendo expulso, o pênalti foi assinalado, mas Gyan desperdiçou a cobrança. Nas penalidades máximas, o Uruguai foi mais eficiente e venceu por 4x2.
E hoje serão conhecidos os outros dois semifinalistas da Copa. Às 11h, promessa de jogão de bola, com Argentina e Alemanha em campo. Mais tarde, às 15h30, será a vez do duelo entre Espanha e Paraguai.
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