Destaques da Folha de Pernambuco

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Brasil x Holanda, um jogo que sempre reserva muitas emoções. E para hoje, não deve ser diferente. Essa partida é o destaque do caderno Folha na Copa, da Folha de Pernambuco. Produzimos uma matéria bem interessante com um grupo de holandeses que mora no Recife. Um deles, inclusive, acompanhou, no estádio, a partida Brasil 3x2 Holanda na Copa do Mundo de 1994. E para ele, o jogo de logo mais é uma oportunidade grande de revanche.

Para a Seleção Brasileira, a expectativa é que o trio Kaká, Luís Fabiano e Robinho tenha uma atuação de gala. Até o momento, os três não conseguiram jogar bem ao mesmo tempo. Quando Luís Fabiano foi bem, Robinho não foi tanto, e vice-versa. Kaká iniciou a Copa se recuperando de uma lesão e, depois, teve que cumprir suspensão por causa de um cartão vermelho. Os três serão fundamentais hoje para um triunfo do Brasil.

Na outra partida das quartas de final marcada para hoje, Uruguai e Gana jogarão às 15h30, no Estádio Soccer City, em Johannesburgo. Leia também a resposta do técnico argentino Maradona às provocações feitas pelos alemães.

Brasil 3x2 Holanda, em 1994

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Parte da equipe de Esportes da Folha de Pernambuco estava relembrando hoje os jogos entre Brasil e Holanda nas Copas de 1994 e 1998. Resolvemos então, fazer pequenos relatos de como foi acompanhar essas partidas. Neste primeiro post, vamos falar sobre o Brasil 3x2 Holanda, pelas quartas de final do Mundial de 1994.

"O Brasil x Holanda, nas quartas de final de 1994, assisti na casa de um tio, no Recife. Lembro que o local estava cheio, umas 40 pessoas, e quando a Seleção fez 2x0, todos começaram a comemorar como se a vitória estivesse assegurada. Os gols da Laranja foram uma verdadeira ducha de água fria e os mais velhos começaram a lembrar outras eliminações. O gol de Branco, de falta, é um daqueles que ficará para sempre na minha memória. Depois do jogo, fomos para a rua festejar. Lembranças muito boas"
Flávio Batista

"Um dos meus jogos inesquecíveis de Copa do Mundo. Primeiro, por ser fã do futebol holandês, e aquele time só tinha craque: Koeman, Overmars, Bergkamp. Como também o Brasil, com Bebeto e Romário. Era certeza de jogão e foi. Naquele Mundial, tinha, até então, assistido a todos os jogos na casa de um amigo da minha família, mas meu pai, justamente diante da Holanda, resolveu trocar de "concentração" e fomos assistir, para o meu desgosto, na casa de um tio (pensei logo, vai dar azar). A festa que já rolava quando o Brasil botou 2x0, tornou-se apreensão após os gols holandeses. Até porque, Taffarel havia falhado num dos lances e na época ele carregava a fama de frangueiro. A cada ataque laranja, um drama. Ainda mais com meu tio, que não parava de criticar o nosso goleiro. No sofá, eu mais parecia os próprios Aldair e Márcio Santos, tirando tudo com o pensamento. Mas aí veio o torpedo de Branco, tirando tinta de Romário, quando muitos brasileiros já pensavam que o sonho do título ficaria adiado em mais quatro anos. Foi como se tivesse vencido a final da Copa"
Kauê Diniz

"Nascido em dezembro de 1984, eu não me recordo das Copas de 1986 e 1990. Porém, a de 1994 salvei todos os jogos do Brasil em meu HD mental nos mínimos detalhes. E considero o jogo contra a Holanda tão emocionante quanto a final contra a Itália. Posso dizer que até mais, pois após o empate holandês passou uma única vez na minha cabeça, durante todo aquele Mundial, que o Brasil poderia não vencê-lo. Na ocasião, meus parentes e amigos se reuniram no térreo do prédio onde mora minha família até hoje. A televisão de 29 polegadas do meu tio (sim, era uma das maravilhas tecnológicas da época) foi uma das atrações principais. Nem preciso dar muitos detalhes sobre a festa após o gol de Branco, pois acho que o Brasil inteiro empatou nesse quesito após aquele canhão"
Gustavo Lucchesi

"É provavelmente o jogo que mais me marcou das - ainda poucas - Copas que assisti ao vivo. Tinha nove anos e meu avô havia acabado de falecer. Fizemos uma visita ao lugar onde ele morava para encontrar com alguns parentes. O clima, obviamente, não era de celebração. Mas consegui me refugiar em quarto para assistir ao duelo, com todo respeito ao vovô, claro. O gol de Branco foi uma explosão de alegria, foi impossível segurar. Por um momento, lembro de me sentir um pouco culpado por estar feliz naquele instante. Mas, pouco depois, cheguei à conclusão que era isso que meu avô gostaria de ver e consegui curtir um pouco aquela vitória emocionante".
Gustavo Paes

Envie sua foto para o blog Folha na Copa

Você vai vestir o verde e o amarelo e vai torcer pela Seleção Brasileira, amanhã pela manhã, contra a Holanda? Então, prepare a máquina fotógrafia, registre o momento e envie a imagem para o blog Folha na Copa. Para fazer isso é muito fácil. Basta mandar o material para o email esporte@folhape.com.br. Não esqueça de colocar seu nome e de identificar as demais pessoas que, porventura, estiverem na foto. Estamos esperando!

Argentina, a seleção dos apelidos - parte 2

YURI DE LIRA

Segue a segunda parte do post sobre os apelidos dos jogadores da Argentina.

Javier Pastore (“El Huesito”)
- Ou seja, "O Ossinho". Chamado dessa forma pelo seu tipo esbelto.

Mario Bolatti (“El Maranga”) - Brincadeira com o seu primeiro nome.

Maxi Rodríguez (“La Fiera”) - Tido como uma fera na meia-cancha alviceleste.

Lionel Messi (“La Pulga”) - Rápido, ágil, se comporta como um parasita na defesa inimiga e deixa os técnicos dos times rivais coçando a cabeça.

Carlos Tévez (“El Apache”) - Poderia ser porque tem origem indígena – como boa parte dos argentinos. Mas, na realidade, é por ter nascido em um bairro da periferia de Buenos Aires chamado Fuerte Apache.

Gonzálo Higuaín (“El Pipita”) - Levou o apelido por causa do seu genitor, Jorge Higuaín. Atuando no Boca Juniors, River Plate e San Lorenzo, o pai de Gonzálo ficou conhecido como “El Pipa” – que, em espanhol, quer dizer “Narigudo”.

Sérgio Agüero (“El Kun”) - Se deve a uma série de desenho animado japonês em que o protagonista se chamava Kum Kum. O personagem tinha um corpo franzino e um cabelo parecido com o do atacante do Atlético de Madrid.

Diego Milito (“El Príncipe de Milán”) - O bom desempenho na Inter de Milão lhe garantiu tal denominação.

Martín Palermo (“El Titán” e "El Loco") - Já fez gol de cabeça do meio-campo, se pendurou na trave para anotar um tento, perdeu três pênaltis em uma só partida, virou o maior artilheiro da história do Boca Juniors. Virou lenda. Nada mais justo que compará-lo aos personagens gregos da literatura de Hesíodo. O "El Loco" é graças a sua personalidade excêntrica. Fã da banda de rock argentino Soda Stereo, costumava se vestir igual aos ídolos.

Diego Armando Maradona (“El Pibe de Oro”, “El Diez”, “D10S”) - Basta traduzir. “O Garoto de Ouro” e “O Dez”. O último é uma brincadeira comparando-o a Deus (Diós, em castelhano). No lugar do “i” e do “o” vem o 10 - número que estampava a camisa de Don Diego quando jogava pela Argentina.

Marcar primeiro é um bom sinal

LÉO LISBÔA

Mesmo com as seleções no Mundial da África do Sul preferindo reforçar o sistema defensivo, o ataque é quem está fazendo a diferença. Nesta Copa do Mundo, quem abriu o placar nos jogos, dificilmente perdeu. As exceções foram duas seleções africanas. Dos 56 jogos disputados (48 na primeira fase e oito nas oitavas de final), 41 terminaram com alguma equipe vencedora. Apenas Nigéria e Camarões permitiram a virada.

Nas oitavas, não houve surpresas. Quem saiu na frente, conseguiu se classificar para as quartas de final. O único que avançou sem vencer foi o Paraguai, que conquistou a vaga nos pênaltis.

Na primeira fase, somente duas viradas. A primeira foi no duelo entre Grécia e Nigéria. Os nigerianos abriram o placar, tiveram um atleta expulso e levaram dois gols no segundo tempo.
A outra seleção que saiu na frente, mas não segurou a vantagem, foi Camarões, que também perdeu por 2x1, mas para os dinamarqueses.

Se continuar assim, a partir de amanhã, você já sabe, quem sair na frente, dificilmente será eliminado da Copa.

Argentina, a seleção dos apelidos - parte 1

YURI DE LIRA

Na Argentina, praticamente todos os jogadores têm apelidos. Os torcedores, a Imprensa local e os próprios companheiros de equipe dão essas alcunhas – que pegam como chiclete e viram marcas registradas dos atletas hermanos. Dos 23 selecionados que disputam a Copa do Mundo, somente dois (os goleiros reservas Mariano Andujar e Diego Pozo) não carregam consigo tais designações. Até mesmo o treinador do combinado do Prata, Diego Armando Maradona, possui os seus. Confira abaixo, a primeira parte dos “apodos” dos integrantes da Seleção Alviceleste.

Sérgio Romero (“El Chiquito”) - "O Menininho". Dizem que ele tem rosto de criança.

Martín Demichelis (“El Micho”) - Carinhosa abreviação do sobrenome do zagueiro.

Nicolás Otamendi (“El Nico”) - Mais uma abreviação.

Walter Samuel (“El Muro”) - Forte como um muro.

Gabriel Heinze (“El Gringo”) - Devido a sua origem europeia. É filho de mãe italiana e pai alemão.

Nicolás Burdisso (“El León”) - Joga com a raça de um leão.

Clemente Rodríguez (“El Correcaminos") - “Correcaminos” é nada menos que o nosso conhecido Pápa-léguas, personagem do desenho animado da Warner Bros. Percebe-se que velocidade é a principal arma de Clemente Rodríguez. Bip Bip!

Jonás Gutiérrez (“El Galgo”) - Galgo é uma raça de cachorro bastante rápido. Também dá para perceber qual é principal característica do atleta, não é?

Ariel Garcé (“El Chino”) - “O Chinês”. Tem os olhos apertados, como os de um asiático.

Juan Sebástian Verón (“La Brujita”) - O ex-jogador e pai do meio-campista, Juan Ramón Verón, era chamado de “La Bruja”. Assim, o capitão do Estudiantes de La Plata ficou conhecido como “A Bruxinha”.

Javier Mascherano (“El Jefecito”) - Em português, “O Chefinho”. Seu espírito de liderança, parecido com o do seu grande mestre, o também volante Leonardo Astrada (“El Jefe”), lhe garantiu a alcunha.

Ángel Di Maria ("El Fideo” e “El Angelito”) - Traduzindo: “O Macarrão” e “ O Anjinho”. O primeiro é por conta da perceptível magreza do ponta do Benfica. Já o segundo é somente o diminutivo do seu nome.

Num outro post, trarei o restante dos apelidos dos jogadores da seleção argentina.

Destaques da Folha de Pernambuco

A lesão de Elano é mais grave do que se pensava e o meia pode ficar fora de todos os jogos, caso a Seleção avance até a final da Copa do Mundo. Não é uma notícia boa, mas é o destaque da edição desta quinta-feira do caderno Folha na Copa.

Estamos trazendo também as provocações feitas pelos holandeses, adversários da Canarinho amanhã, em confronto válido pelas quartas de final do Mundial. Para eles, o time do Brasil não tem a magia de outrora.

Alemães e argentinos também não economizaram nas farpas. O jogo entre as duas seleção só acontecerá no sábado, às 11h. No entanto, ontem, o embate já começou fora das quatro linhas. Quer saber mais? Então não deixe de ler o caderno Folha na Copa desta quinta-feira.

Avante, Paraguai!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

FELIPE AMORIM

Que as seleções sul-americanas estão com a bola toda nesta edição da Copa do Mundo todo mundo já sabe. Afinal, assim como o nobre companheiro Brenno Costa escreveu aqui no blog, pela primeira vez, o número de seleções da Conmebol ultrapassou a de europeias na fase das quartas de final. Eu, como todos os brasileiros, quero muito o hexacampeonato. Mas, de uns dias para cá, confesso a vocês que comecei a torcer também pelo Paraguai. Não que eu tenha parentesco com alguém de lá, tampouco gostei do futebol apresentado pela equipe de Gerardo Martino. Longe disso. Quero mesmo é ver a bonitona Larissa Riquelme cumprir a promessa que fez, desfilando pela praça da Democracia como veio ao mundo.

Vamos aos fatos. Para os marmanjos que ainda não souberam, tudo começou quando a beldade foi fotografada com um celular entre os avantajados seios durante um jogo do Paraguai. Instantaneamente, ela ganhou fama mundial e o título de Musa da Copa.

Mas a modelo de lingerie não ficou satisfeita com a aparição em massa em sites, revistas, jornais e televisões. Empolgada com a classificação dos guaranis às quartas de final, Larissa Riquelme prometeu desfilar nua na praça da Democracia, em Assunção, caso o Paraguai avance às semifinais. Algo inédito até hoje. Com o atual futebol de Lucas Barrios e cia, acredito que passar da Fúria será quase impossível. Mas não custa nada acreditar, não é? Até porque sou brasileiro e não desisto nunca.

Confira abaixo a verdadeira beleza paraguaia:


Jorge Saenz/AP/AE

Cala a boca, Domenech!

IRCE FALCÃO

A moda de "briguinha" entre treinadores e jogadores com a imprensa na Copa do Mundo da África do Sul está longe de acabar. A bola da vez é o francês Raymond Domenech, um dos grandes destaques (negativos) deste Mundial. A França foi eliminada há uma semana, mas Domenech, que deu um show de má educação durante a competição, segue perdendo a oportunidade de ficar calado.

Tantando se livrar das inúmeras críticas pela passagem vergonhosa dos Bleus em solo africano, Domenech resolveu apontar o jornal francês "L'Equipe" como principal culpado pela pífia campanha. Segundo ele, a cobertura do veículo sobre o fatídico episódio entre Domenech e o atacante Anelka, no vestiário da partida contra o México, desencadeou uma crise no grupo.

Todos sabem que a crise francesa começou bem antes da Copa, piorando o clima ainda nas eliminatórias para a competição, devido aos resultados ruins. O comando de Domenech passou longe de ser unanimidade, e a atitude de Anelka representou o que muitas pessoas, atletas ou não, desejavam desabafar. Agora, se o treinador não teve pulso, competência e algumas coisinhas mais para apresentar uma seleção competitiva, o mínimo que ele poderia ter era personalidade e dignidade para assumir os erros cometidos, e não procurar o famoso "bode espiatório".

E o que será feito na Coreia do Norte?

FLÁVIO BATISTA

O fraco desempenho da seleção da Nigéria na Copa do Mundo da África do Sul levou o presidente do país, Goodluck Jonathan, a tomar uma decisão extrema: suspendeu a equipe de todas as competições internacionais por um período de dois anos.

Na minha opinião, essa é uma medida absurda. Com certeza, o presidente nigeriano tem problemas muito mais graves para resolver que ficar se "metendo" nos assuntos da seleção de futebol. Se isso fosse prerrogativa dele, para que existiria uma federação nacional para tratar da modalidade?

E é nesse ponto que a Fifa deve entrar. No último sábado, o presidente Joseph Blatter ameaçou punir a França, caso o governo interferisse na federação de lá. E agora, diante dessa decisão do presidente nigeriano? Até o momento, a Fifa não se posicionou sobre o assunto.

Ah... só para descontrair um pouco. Se na Nigéria, que até empatou uma partida no Mundial, o presidente decidiu suspender a seleção, o que será feito na Coreia do Norte? Medo até de pensar!

Cristiano Ronaldo: ainda falta muito

FLÁVIO BATISTA

O português Cristiano Ronaldo é um bom jogador, mas não me convence. Um atleta completo, na minha concepção, está muito além de saber jogar bem (isso em qualquer modalidade). Tem muito a ver com atitude. E nesta Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo nem jogou bem, nem teve a atitude que se espera de um capitão e estrela (?) maior de um time.

A postura dele ao fim da partida de ontem, após a derrota por 1x0 para a Espanha, cuspindo a câmera que se aproximou dele, e mandando os repórteres questionarem o técnico Carlos Queiroz e não ele, mostra que o português precisa amadurecer bastante ainda.

Dizer que ele é apenas um produto de marketing soa pesado demais, no entanto, essa linha de raciocínio não é de todo errada. Impressionante como a impressão que passa é que Cristiano Ronaldo está sempre preocupado com ele. O grupo que se vire. Ele é Cristiano Ronaldo e isso basta.

Os "flagrantes" das câmeras, que vez ou outra o pegavam se "admirando" no telão dos estádios, desculpem-me a expressão, beiram o ridículo. O bonito no futebol é jogar bola. Garanto que a maioria dos torcedores portugueses está pensando assim hoje. Se Cristiano Ronaldo pensa diferente, então acho que ainda dá tempo ele mudar de carreira e, quem sabe, ir para as passarelas. Ou então ficar fazendo caras e bocas em frente a uma câmera para tentar uma capa de revista.

Ah, Valderrama, se não fosse você...

THIAGO SOARES
Da Revista da Folha

Tantos patrocinadores nesta Copa, já notaram? Adidas, Emirates, Coca-cola, Mc Donald's. Estádios "lotados" de anúncios. Mas, onde estão as marcas de produtos para cabelos? Sim, além dos dribles, dos gols, uma coisa anda chamando atenção neste Mundial: os cabelóns dos jogadores.

Um adendo: não é de hoje que a gente olha tanto para os pés quanto para a cabeça deles. Lembro do impacto quando vi numa das Copas aquele jogador colombiano Valderrama, praticamente uma Elba Ramalho em campo (Elba nos idos de seu início de carreira). Ele exibia suas madeixas encaracoladas, crespas e loiras - combinação infalível para vocalistas de bandas de brega - de maneira tão orgulhosa que chega dava gosto.



Tudo bem que o cabelón de Valderrama tinha uma coisa meio selvagem - parecia que ele não era muito amigo dos produtos para cabelos. Só que os anos passaram, a indústria de cosmético avançou e, nesta Copa, bem que poderíamos ter as marcas abaixo patrocinando, se não o Mundial, pelo menos alguns jogadores ou seleções...

> Nova Linha de Xampus Seda - Deveria patrocinar a Espanha. Para a linha "Seda Liso Extremo", o garoto propaganda seria Ramos (sempre jogando de tiara e com o cabelo liso "feito as asas da graúna", como diria Machado de Assis). Para a linha "Seda Cuidado com os Cachos", ninguém melhor que Puyol, exibindo madeixas que matariam a cantora Simone de inveja...




> Bozzano - A mais famosa marca de gel fixador iria bombar se patrocinasse o time de Portugal. No jogo contra o Brasil, o atacante-metrossexual Cristiano Ronaldo tinha um penteado que, de tanto gel fixador, mereceu ser chamado no Twitter de "escultura moicana".



> Koleston - A marca de tinturas de cabelo teria que criar duas linhas novas em sua tabela de cores nesta Copa: loiro-fogo para negros e loiro-russo para orientais. Tudo isso para atender às demandas de dois de seus supostos garotos-propagandas. O jogador Cissé, da França, devidamente negro, mas com cabelo, barba e cavanhaque numa linha "loiro-Belo" (o pagodeiro!) e o japonês Keisuke Honda que, por jogar em clube russo, já vem adotando o visual "louraço belzebu" em seu look.



Eita, já ia esquecendo: notou que o time do Brasil tem grande parte dos jogadores com cabelo raspadinho? Quem patrocina a seleção? A Gilette!

Fotos: FIFA

Fazendo história

BRENNO COSTA

É histórico! O bom (seria excelente?) desempenho das seleções sul-americanas neste Mundial é refletido nos números. Pela primeira vez na história do evento esportivo, as seleções filiadas à Conmebol superam a quantidade de países europeus nas quartas de final. São quatro contra três. Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai estão garantidos entre os oito melhores. Do Velho Continente, seguem na disputa Espanha, Alemanha e Holanda.

O bom desempennho em terras africanas também alcança outro feito histórico. Apenas na Copa de 1930 foi que os times sul-americanos conseguiram colocar quatro representantes entre os oito melhores. Entretanto, é essencial ressaltar que nesse Mundial disputavam apenas 13 seleções, bem abaixo das 32 atuais. No sistema de mata-mata, esse feito é inédito.

Outro fator positivo dos sul-americanos em terras africanas é o aproveitamento. Apenas o Chile foi derrotado em duas ocasiões. A primeira foi para a Espanha por 2x1. Nas oitavas, a equipe vermelha perdeu para o Brasil por 3x0. Dessa maneira, as seleções filiadas à Conmebol estão, até o momento, com 12 vitórias, seis empates e duas derrotas. O desempenho resulta em um aproveitamento de 70%.

Abaixo, você confere a lista de Mundiais que expõe as seleções sul-americanas que ficaram entre as oito melhores da competição. Nas Copas em que não houve mata-mata, foi levado em conta a classificação geral.

Sul-americanos entre os oito melhores

Copa de 1930: Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai
Copa de 1934: Nenhum sul-americano
Copa de 1938
: Brasil
Copa de 1950: Uruguai, Brasil e Chile
Copa de 1954: Brasil e Uruguai
Copa de 1958: Brasil
Copa de 1962: Brasil e Chile
Copa de 1966: Uruguai e Argentina
Copa de 1970: Brasil, Peru e Uruguai
Copa de 1974: Brasil e Argentina
Copa de 1978
: Argentina, Brasil e Peru
Copa de 1982: Brasil e Argentina
Copa de 1986: Brasil e Argentina
Copa de 1990: Argentina
Copa de 1994: Brasil
Copa de 1998: Brasil e Argentina
Copa de 2002: Brasil
Copa de 2006: Brasil e Argentina


Destaques da Folha de Pernambuco

Hoje e amanhã não tem futebol pela Copa do Mundo, mas o caderno Folha na Copa continua trazendo os fatos que estão acontecendo na África do Sul. O destaque desta quarta-feira é Elano. O meia tentou treinar ontem, mas abandonou a movimentação antes dos 30 minutos após o seu início. Essa é uma grande preocupação para o técnico Dunga. Principalmente porque Felipe Melo está praticamente vetado do jogo de sexta-feira contra a Holanda e Ramires terá de cumprir suspensão.

Veja também como foram as classificações de Espanha e Paraguai para as quartas de final do Mundial. A Fúria venceu Portugal por 1x0, enquanto que os sul-americanos só derrotaram o Japão nos pênaltis. Boa leitura!

A maldição da Nike

terça-feira, 29 de junho de 2010

DIOGO MONTEIRO
Da Editoria de Política

Não sei se tem a ver com o fato de a Adidas ser um dos patrocinadores oficiais da Copa do Mundo, mas o fato é que a sua concorrente, a Nike, mostrou-se um pé-frio ainda maior que o rolling stone Mick Jagger. Pouco antes da competição, a marca americana lançou um comercial de TV em formato de super-produção milionária, estrelado por alguns dos maiores craques da atualidade. A peça, uma das melhores já feitas para o mercado esportivo, mostrava como, no decorrer de apenas um lance, o atleta podia escrever o seu futuro, conquistando a fama e a glória, ou caindo no profundo esquecimento.

Pois não é que o "reclame" caiu como uma maldição sobre suas estrelas? Uma a uma, todas elas se apagaram na competição. Canavarro e Ribéry não jogaram nada e caíram com as participações pífias de suas Itália e França, que nem chegaram à segunda fase. Esse também foi o destino da Costa do Marfim, de Drogba. O atacante quebrou o braço na pré-temporada e também pouco fez, além do gol contra o Brasil, que nem minha avó, Dona Elza, perderia. Rooney correu, bufou, fez cara feia, mas gol que é bom, neca. Resultado: a seleção da Rainha deu adeus à competição nas oitavas de final. Hoje, foi a vez de Cristiano Ronaldo, que até se esforçou. Correu, chutou, apanhou até quase desmanchar o penteado, mas não conseguiu evitar a derrota de Portugal para a Espanha.

Ronaldinho Gaúcho, que também estava no comercial, nem sequer chegou a dar vexame na África do Sul. A maldição da Nike acertou o dentuço antes, e ele sequer foi relacionado pelo nosso boquirroto treinador. Ainda bem. Antes ele do que nós. Valeu pela teimosia, Dunga!

Experiência atrás das grades

GUSTAVO LUCCHESI

Com tantos fatos e histórias violentas, triste e macabras, relatadas pelos meios de comunicação, é mais do que natural que a imagem da sociedade brasileira sobre o seu sistema carcerário seja a pior possível. Porém, após fazer uma visita à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, no Agreste do Estado, eu saí de lá com a sensação de que ainda há esperança. Antes que alguém pense o pior, eu fui acompanhar o jogo entre Brasil e Chile, pela Copa do Mundo de 2010, o que rendeu três matérias para o jornal de hoje (29 de junho). Confiram! Modestia à parte, ficaram bem bacanas.

Mas, voltando, a unidade de Caruaru só tem em comum com as restantes a superlotação. Onde deveria caber 98 detentos, vivem 1.030. Porém, basta olhar com os próprios olhos para este número perder a classificação de absurdo.


Sérgio Bernardo

Para se ter noção, 70% da população trabalha na unidade, seja como auxiliar de cozinha, costurando calças, colando etiquetas, fazendo artesanatos, ou até mesmo dando aulas de instrumentos musicais. Essa ocupação da maioria dos internos é o grande segredo para combater o famoso e temido "mente vazia é oficina do diabo". Além disso, um ano de trabalho reduz a pena em quatro meses. E como explicou um detento, quatro meses dentro de qualquer presídio vale quatro anos na mente deles, logo, mentalmente eles trabalham um ano e livram quatro (é bom pensar assim, vá por eles).

Simpática e ao mesmo tempo durona, Cirlene Rocha é uma espécie de presidenta daquela "nação" carcerária. Chefe do presídio há oito anos, ela anda tranquilamente entre condenados por crimes bárbaros até "ladrões de galinha do vizinho". Num esquema bastante peculiar, mas que funciona, Cirlene cria metas para os presos e eles ganham benefícios caso cumpram o acordado. Caso contrário, ela não perdoa na hora de castigar. E é isso que vai remodelando a conduta de vários deles, para quando chegar o dia de serem libertados da "gaiola", estarem pronto para saber voar. E que voem por um novo trajeto, pois errar é humano, mas insistir no erro é... melhor nem imaginar.

Aos portugueses, tormenta

YURI DE LIRA

Foi no Cabo da Boa Esperança que Portugal deu adeus à Copa do Mundo. Nesse mesmo lugar, em 1488, o navegador luso Bartolomeu Dias desvendou para o mundo ocidental uma rota marítima que daria acesso às Índias - sendo o primeiro europeu a chegar no Oceano Índico a partir do Atlântico. Batizou o local, inicialmente, de Cabo das Tormentas - nome bem mais apropriado para a situação dos gajos, hoje, após a derrota de 1x0 para a Espanha. O revés eliminou os comandados de Carlos Queiroz ainda nas oitavas de final do torneio. O Time da Terrinha teve uma atuação discreta na partida - assim como o astro (?) Cristiano Ronaldo.

Os espanhois começaram mais impetuosos. Em cinco minutos, já haviam dado três chutes no gol de Eduardo - além de terem sofrido um suposto pênalti, não marcado pelo árbitro argentino Hector Baldassi. Aos poucos, Portugal foi igualando as ações. Com 20 da primeira etapa, Tiago Mendes arriscou de fora da área, Casillas defendeu, mas não segurou a bola. No rebote, Hugo Almeida fez falta no goleiro e desperdiçou a oportunidade - talvez a mais clara do primeiro ato do espetáculo. Mesmo com um meio-campo recheado de estrelas, a Fúria pecava no último passe, ou melhor, no excesso de preciosismo dos seus atletas.

O início do segundo tempo foi meia-boca. Aos 15, após cruzamento na área, Llorente (que acabara de entrar no lugar de "El Niño" Torres - ineficiente, diga-se de passagem) quase marca de cabeça. A partida esquentou. Dois minutos depois, Xavi deu de calcanhar para David Villa (esse sim, um craque). "El Guaje" chutou em cima do arqueiro, porém, na segunda tentativa, abriu o placar e levou a claque portuguesa à tormenta: 1x0. Os comandados de Vicente Del Bosque continuavam criando chances. Enquanto isso, Casillas, se quisesse, teria tempo até para tomar uma bica (calma, um cafezinho - em Portugal). O luso-brasileiro Liédson entrou no jogo. Discreto.

Como tinha dito aqui no blog, a Seleção dos Quinas dependia excessivamente de Cristiano Ronaldo. Para não variar, ele estava em uma péssima lua. O atacante do Real Madrid preferia fazer caras e bocas para as câmeras a jogar bola. Ruim para a sua equipe, que até tentou esboçar alguma coisinha no final do embate. Totalmente em vão. Aos 44, o zagueiro Ricardo Costa acertou o rosto de Capdevilla e foi expulso - sacramentando o triste fim dos gajos na competição.

Duelo de ibéricos

YURI DE LIRA

Entre os anos de 1580 e 1640, Espanha e Portugal constituíram o que se chamou de União Ibérica, ou Dinastia Filipina. O tempo passou, os países se separaram, mas a rivalidade entre os dois povos aumentou. Hoje, na Cidade do Cabo, as duas seleções medirão forças pelas oitavas de final da Copa do Mundo. De acordo com o técnico do Time da Terrinha, Carlos Queiroz, a partida é uma daquelas que mexe com os brios de todos os envolvidos.

"Há uma rivalidade regional que não diz respeito apenas ao futebol. É uma rivalidade política, social, cultural. É sempre um petisco especial, como um confronto entre Brasil e Argentina ou Inglaterra e Alemanha. É um menu que não acontece todo dia", pontuou o treinador.

Eu, pessoalmente, aposto em uma vitória da Fúria. Arrisco um placar apertado de 2x1. A realidade é que os espanhois têm bem mais qualidade, sobretudo no meio-campo. Creio que a Seleção dos Quinas depende bastante da lua de Cristiano Ronaldo. Se ele estiver mal (o que tem sido uma certa constante), a equipe terá poucas alternativas de jogo.

Diferentemente de mim, "El Niño" Fernando Torres, que ainda não fez gol nesta Copa do Mundo, crê que os adversários não se limitam ao astro do Real Madrid. "Todos sabemos que Cristiano (Ronaldo) é o principal jogador de Portugal. Mas a seleção deles é mais do que só ele", falou à Rádio Marca, da Espanha.

Um simbolismo histórico dará os contornos do embate. O duelo vai ser realizado na Cidade do Cabo (onde encontra-se o Cabo das Tormentas. Atualmente, da Boa Esperança). Foi aí que o navegador português Bartolomeu Dias desvendou para o Ocidente uma rota marítima que, supostamente, se faria chegar às Índias. Quando os comandados de Carlos Queiroz enfrentaram a Coreia do Norte neste mesmo lugar, sabor à Gomes de Sá. Venceram com uma sonora goleada de 7x0. Bom presságio?

Mais uma seleção sul-americana nas quartas de final

IRCE FALCÃO

Japão e Paraguai, sem dúvida, fizeram história no Mundial da África. O motivo é simples: essas seleções foram responsáveis pelo jogo ruim mais nervoso dessa copa. Foi um tal de fica bom, fica ruim, melhora a técnica, depois piora de vez. A melhor parte foram os pênaltis (adoro pênaltis), mas confesso que esperar por eles foi bem difícil.

O Paraguai apresentou um "falso domínio" durante todo o jogo, passando mais tempo com a bola no pé, porém sem aproveitar a posse para ir ao ataque. O time jogou travado, abaixo da expectativa, pois os sul-americanos chegaram no Mundial com uma proposta diferenciada, ofensiva, e os atletas não corresponderam. O Japão aproveitou as roubadas de bola para atacar em velocidade, mas pecou na precipitação nas finalizações, que passaram perto de qualquer setor do estádio, menos do gol (exceto um chute de Matsui que explodiu no travessão). Podiam ter trabalhado melhor os lances.

O destaque ficou por conta das defesas, bem postadas e anulando os jogadores de criação de ambas as equipes. Isso desestabilizou tanto o Japão quanto o Paraguai, que, mesmo sendo mais experiente, ficou perdido diante da marcação japonesa. O duelo foi tão truncado que, no tempo normal, teve apenas cinco lances de perigo real de gol. E só! Um pouco frustrante. A prorrogação elevou - um pouquinho - o nível da partida, já que os times, teoricamente, tinham que se resolver. Mas gol que é bom... nada, nenhum golzinho para animar a torcida.

Nos pênaltis, muita regularidade e eficiência, até Komano exagerar na força e mandar a bola no travessão. A cobrança foi decisiva para selar a eliminação japonesa, pois o Paraguai teve 100% de aproveitamento e garantiu presença nas quartas de final. Apesar de estar fora do Mundial, o Japão, sem dúvida, foi uma das surpresas desta Copa, superando a má fase nas eliminatórias e realizando uma bela campanha.

Sem favorito

IRCE FALCÃO

Se a fase de grupos da Copa do Mundo da África do Sul demorou a empolgar, os primeiros jogos do mata-mata estão tirando o fôlego dos amantes do futebol. O duelo de logo mais, às 11h, entre Japão e Paraguai, promete ser mais uma partida emocionante. Pela campanha na primeira fase, os japoneses levam vantagem, já que conquistaram duas vitórias contra apenas uma dos adversários. Mas se retrospecto ganhasse jogo, os Estados Unidos não teriam sido eliminados por Gana. E se tratando de matar ou morrer, tudo se torna imprevisível.

Em campo, os japoneses correm como ninguém, além de estarem com uma equipe mais madura que nos últimos Mundiais, mostrando equilíbrio entre o veloz ataque, com a presença do habilidoso Honda, e uma defesa em processo evolutivo. A equipe sul-americana também está mudada. A defesa continua forte, presente em todos os setores do campo, mas o sistema ofensivo ganhou mais força, rapidez e eficiência, sob o comando de Roque Santa Cruz, ao lado de Lucas Barrios.

Aposto em um jogo equilibrado, com pinta de ser decidido nos detalhes, como em lances de bola parada. Foi assim que os ninjas asiáticos despacharam a Dinamarca, com uma precisão incrível nas cobranças de falta. Já do lado paraguaio, a estatura mais elevada pode levar vantagem sobre a marcação japonesa. Difícil palpitar em um jogo onde não vejo favoritismo de nenhuma seleção.

 

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